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De apoio pra Governo até tarifa de ônibus, na entrevista com Arthur Neto

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O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), que visitou a sede do Radar, na tarde dessa terça-feira (2), avaliou como ‘complexo de inferioridade” a postura de quem acha que é ‘pavulagem’, ou “não é dos vera” – palavras usadas por euzinha aqui, tá gente! – a pré-candidatura dele à presidência da República pelo PSDB.

Segundo ele, o momento é de se fazer um resgate do grito do norte, nordeste e centro oeste. “Quem acha que é ‘pavulagem’ deve sofrer de complexo de inferioridade. Quero vencer o Geraldo Alkmin, dar o grito do Norte e Nordeste recuperar o respeito pelo nosso povo. Se isso não acontecer quero continuar meu mandato de prefeito. Temos os projetos da Manaus inteligente para continuar”, disse o prefeito, lembrando que ele enfrentou Lula por oito anos (período em que foi senador). “Lula era considerado um semideus”, avaliou Artur

O prefeito disse que se sente preparado e capaz para voltar a enfrentar Bolsonaro, Lula em um debate, ou qualquer outro.

“Vislumbro a presidência da república mesmo. Sei que é muito difícil, pois não sou da patota. Essa panelinha não quer que uma pessoa do Norte do Brasil venha com ideias inovadoras para governar o país. Eu tenho toda a expectativa de vencer com todos votando no partido”, disse, ao ressaltar que estão surgindo movimentos em outros Estados em apoio à candidatura dele e destacou que se perder as prévias vai governar o município continuando sem ser da patota.

Apoio ao governador Amazonino

Arthur também ‘rechaçou’ um possível apoio à reeleição do Governador Amazonino Mendes (PDT), candidato apoiado por ele na eleição suplementar em 2017. “Eu o apoiei naquela eleição, fiz meu compromisso. Ele disse que não disputaria a reeleição. Não estamos conversando sobre o que pode acontecer na eleição. Não tenho nenhuma palavra dele de que ele é candidato a nada e quero acreditar nisso. Espero que ele cumpra o que disse, que é nobre. Cumpra que vai consertar o Estado e passar para um novo governante de uma melhor maneira”, ressaltou.

O prefeito disse, ainda que, assim como pensa em parar na vida pública, Amazonino também deveria avaliar essa possibilidade. “Se eu acho que está na hora de eu passar o bastão, então imagine ele”, comentou.

Zona Franca

Arthur falou sobre as suas bandeiras e ressaltou que a luta pela Zona Franca de Manaus tem sido uma das maiores da carreira política dele. “Aqui nós pagamos mais impostos que o Pará, Amapá, acre e Roraima o que vem para cá é inferior ao que mandamos de volta a partir daqui. No meu primeiro discurso disse que defenderia os interesses do meu país, da região e o legado do presidente Fernando Henrique”, afirmou.

Transporte coletivo

Arthur falou que vai chamar os empresários do transporte coletivo para uma conversa e definir que rumos a parceria deles com a prefeitura deve tomar. “Eles pregam que perderam passageiros e com isso tem prejuízos. Quando eu topei que a tarifa fosse para R$ 3,80 foi porque o Estado não me pagava. Eu pagava sozinho e o preço real sem isenção. O José Melo, não sei o motivo, cortou todos os subsídios. Chamei os empresários e perguntei qual era a tarifa”, disse o prefeito ressaltando que “eles (empresários) me garantiram 300 novos ônibus com a porta esquerda e ar-condicionado. Vieram 40 ônibus sem ar-condicionado e eles ficaram devendo 260. Eles alegam que estão com prejuízo. Mas eu não entendo que alguém continue trabalhando com prejuízos. Quem está tendo prejuízo vai embora”, disse.

O prefeito afirmou que Manaus está organizada e só trocaria administrar Manaus pela presidência da República. “Manaus está preparada para ser entregue no ponto. Essa cidade vai ser uma das primeiras no IDEB. Vamos aumentar brutalmente a cobertura da saúde básica. Vamos fazer investimentos com as parcerias publico privado. A cidade foi se estruturando, está fortinha, parrudinha. Temos problemas, mas estamos buscando resolver todos”, ponderou.

Ano melhor

O prefeito afirmou que acredita que vamos ‘continuar de cintos apertados’, mas que esse ano vai ser melhor. Ele também afirmou ser a favor da reforma da previdência.

“É preciso aprovar a reforma da previdência, pode não agradar muito quem está ouvindo mas, se demorar para fazer, vai ter um trabalhador empregado para um desempregado, aí é para declarar a falência total”, opinou, respondendo há vários questionamentos desta que vos escreve e que não concorda com uma previdência em que trabalhadores se aposentam com 65 anos e Michel Temer com 55.

“Eu concordo que exceções sejam abertas no texto para algumas áreas. Com as devidas correções ela (aposentadoria) deve ser ampliada e pegar todo mundo. Eu penso nas próximas gerações. Esse país se perdeu nesse negocio de perder voto e com isso perdeu a sinceridade”, opinou o prefeito.