Defensor dos direitos humanos, padre Humberto Guidotti morre aos 81 anos na Itália

Padre Humberto Guidotti foi coordenador do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), na Arquidiocese de Manaus, na década de 1990

padre guidotti

Foto: Divulgação

O padre Humberto Guidotti, 81, morreu nesta segunda-feira (11), aos 80 anos, no seminário em Pistoia, na Itália. Em mais de 30 anos dedicados às lutas dos direitos humanos, o padre marcou passagem no Amazonas e no Maranhão.

No Amazonas, Humberto Guidotti liderou várias lutas pelos direitos humanos e trabalhou com a missionária Nadia Vettori. Depois foi coordenador do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), na Arquidiocese de Manaus, na década de 1990, além de ser um dos mentores do Grito dos Excluídos no Brasil.

Devido ao seu trabalho em prol das minorias, o padre já foi ameaçado de morte várias vezes. A cada dia 7 de Setembro, ele reunia os fiéis católicos para denunciar a fome e a miséria na cidade.

Humberto também foi pároco na Igreja Menino Jesus de Praga, no bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus. Além disso, ele também atuou em defesa dos direitos humanos como na África, principalmente em Moçambique.

Em nota, o deputado federal Zé Ricardo (PT) lamentou a morte do padre e disse que ele era um grande amigo.

“Um grande amigo, um padre atuante, um batalhador das causas sociais. Um dos profetas da justiça do nosso tempo. Esteve entre nós, enfrentou a cultura de morte, sendo um árduo defensor dos direitos humanos. Não se curvou diante dos exploradores. Descanse em paz! Que esteja na paz!”, disse o parlamentar.