Defensoria promove encontro “Rede Marias: Unir para acolher”

Proposta é fortalecer a rede de acolhimento e proteção à mulher vítima de violência, por meio de conversas, estabelecimento de um fluxo e alinhamento de informações

Foto: divulgação

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio do Núcleo de Proteção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), realizou nesta quarta-feira (20), o encontro “Rede Marias: Unir para acolher”, que reuniu diversos órgãos municipais, estaduais e sociedade civil para fortalecer a rede de acolhimento e proteção à mulher vítima de violência e esclarecer sobre os serviços prestados pelo Nudem.

No encontro, foram discutidos caminhos para aprimorar o atendimento às vítimas, seja nas delegacias especializadas, nos juizados, nos centros de referência ou nas demais instituições que compõem a rede, buscando estabelecer um fluxo e mais alinhamento de informações entre elas. 

De acordo com a defensora titular em exercício do Nudem, Stéfanie Sobral, o encontro foi uma oportunidade para conhecer melhor cada entidade, ouvir as necessidades e discutir alternativas para melhorar a assistência às vítimas. “Quando a mulher sofre violência, ela chega muito fragilizada e nem sempre recebe todo o atendimento que precisa, por se tratar de uma situação complexa. Por isso, nós pensamos nesse evento para estreitar as relações entre a rede, para que possamos prestar um atendimento humanizado e especializado”, afirmou. 

Durante o encontro, a Defensoria lançou um guia rápido com informações sobre como e onde a mulher vítima de violência pode buscar ajuda; como solicitar medida protetiva e quais são os serviços prestados pelo Nudem. O guia contém perguntas e respostas sobre dúvidas que as mulheres frequentemente apresentam durante o atendimento.

O defensor público-geral, Ricardo Paiva, aproveitou para anunciar que o Nudem deve ganhar mais uma defensora até o final do ano. “Nosso objetivo é fortalecer a rede e estar à disposição porque essa pauta é muito importante e nós queremos estar cada vez mais próximo da rede. A violência contra a mulher tem que ser combatida e ela só vai deixar de acontecer quando a gente conseguir trabalhar a conscientização das pessoas”, disse.