Defensoria Pública e Procon-AM pedem na Justiça prisão de Rodoviários

A paralisação surpresa do sistema de transporte coletivo em Manaus, deixando centenas de milhares de pessoas sem ônibus, nesta segunda-feira (26), fez com que a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) e o Procon-AM requisitassem na Justiça a prisão dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM).

A medida, de acordo com o defensor público Carlos Alberto Filho e a secretária-executiva do Procon-AM Rosely Fernandes, foi a forma encontrada para resguardar a população de Manaus, caso o sindicato resolva fazer outra paralisação do sistema em Manaus, sem o devido aviso prévio.

“Não estamos contestando o direito dos trabalhadores rodoviários fazerem greve, mas sim o fato da paralisação de um serviço público, que é essencial à população, sem o devido aviso prévio e que não pode parar totalmente”, destacou Carlos Alberto, durante uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, em uma das unidades da DPE-AM, no Centro.

A secretária-executiva do Procon-AM chamou a atenção para o fato de que o pedido de prisão é uma medida cautelar, caso ocorram eventuais paralisações no decorrer da semana, por parte dos rodoviários, tomando a população de surpresa.

“Fomos tomados de assalto hoje pela manhã com esta greve, e não sabemos como será amanhã, e nos próximos dias, por isso decidimos entrar com o pedido na Justiça”, salientou Fernandes.

Tanto ela quanto Carlos Alberto também destacaram o fato de que esta não é a primeira vez em que os dois órgãos intercedem na Justiça, com um pedido de prisão para a diretoria do Sindicato dos Rodoviários, para suspender a paralisação do transporte coletivo, mesmo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) tendo proibido a paralisação, por meio de liminares.

“Em agosto de 2016 e em janeiro deste ano foi assim. Mas desta vez, os órgãos ligados ao direito do consumidor irão se reunir e avaliar o que pode ser feito para evitar essas paralisações no sistema, que prejudica o trabalhador, o estudante, a população que fica impossibilitada de se deslocar”, observou o defensor público.

Até às 13h30, a Justiça ainda não havia se manifestado sobre o pedido de prisão para a diretoria do Sindicato dos Rodoviários.

Foto: Erik Oliveira