Defesa de donos do supermercado Vitória diz que a investigação da polícia não tem nenhuma prova contra o casal

O casal Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freire, donos do supermercado Vitória, é investigado pela morte do sargento Lucas Ramon Guimarães, 29

casal defesa investigação

Foto: Divulgação

Os advogados de defesa do casal Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freire, suspeitos de envolvimento na morte do sargento Lucas Ramon da Silva Guimarães, 29, alegam que os donos do supermercado Vitória são inocentes e não possuem nenhum envolvimento com o assassinato.

A declaração consta em um comunicado divulgado à imprensa nesta segunda-feira (27) e assinado pelos advogados Raphael Grosso Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, Tarcísio Neves de Souza, Maurílio Sérgio F. da Costa Filho, Emerson P. P. Oliveira e Jonny Cleuter Simões Mendonça.

Eles alegam que a investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) não tem nenhuma prova contra o casal e contestam a versão apresentada pela delegada Marna de Miranda, adjunta da unidade policial, durante entrevista coletiva feita na última terça-feira (21).

“É possível e, também, indispensável apontar que, em face da ausência de qualquer envolvimento de Joabson ou Jordana no crime sob apuração, não foi produzida uma única prova material que ligue qualquer um deles ou qualquer pessoa que com eles tenha se relacionado à execução da vítima Lucas Ramon […] Nada, absolutamente nenhum vestígio ou evidência consegue atrelar diretamente nenhum dos investigados ao fatídico dia em que a vítima veio a ser cruelmente morta, conforme destacou a própria autoridade policial na entrevista coletiva dada à imprensa local”, diz o trecho da nota.

O Radar Amazônico entrou em contato com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) cobrando um posicionamento sobre a declaração feita pela defesa do casal. Em nota, a PC-AM informou que as investigações, comandada pela delegada Marna de Miranda, em torno da morte do sargento, seguem em curso e o processo corre em segredo de Justiça.

“A delegada (Marna de Miranda) ressalta que mais informações a respeito do caso não poderão ser repassadas, para não atrapalhar as investigações policiais”, destacou a PC-AM.

O casal cumpre prisão preventiva por decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Jordana encontra-se no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), enquanto Joabson está no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 2), ambos localizados na rodovia BR-174.

Investigação

Segundo a investigação da DEHS, Jordana e Lucas Ramon tinham um relacionamento extraconjugal desde dezembro de 2020. Além disso, ela desviava dinheiro do supermercado Vitória e repassava para o sargento.

Após a descoberta da traição, o sargento passou a ser ameaçado e devolveu uma quantia de R$ 200 mil para um funcionário do casal.

“No momento que a traição foi descoberta, o Lucas Ramon passou a ser vítima de ameaças. Ele teve uma mudança de comportamento, comprou arma de fogo e contratou segurança armada. Descobrimos que o Lucas devolveu uma quantia de R$ 200 mil a um funcionário do Vitória no Batalhão do Exército, onde o sargento trabalhava. Inclusive, nós temos fotos desse funcionário pegando a encomenda a pedido da dona Jordana”, explicou a delegada Marna de Miranda durante entrevista.

Relembre o caso

Lucas Ramon Guimarães foi assassinado na noite do dia 1° de setembro em um estabelecimento comercial no bairro Praça 14 de Janeiro, zona Sul de Manaus, ao lado do Hospital Santa Júlia. As câmeras de vigilância do local registraram o crime.

Um homem não identificado chegou no estabelecimento em uma motocicleta e se passou por cliente. Após ser atendido por Lucas, ele sacou uma arma e efetuou os disparos. O pistoleiro fugiu e não há informações sobre o paradeiro dele. A polícia informou que a motocicleta usada pelo criminoso era adulterada.

O sargento ainda foi socorrido e levado para o Hospital Santa Júlia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar.

Confira a nota da defesa