Delegado acusado da morte do advogado Wilson Filho, alega legítima defesa

O Tribunal de Justiça do Amazonas concluiu nessa quarta-feira (18), a última audiência de instrução no processo no caso do delegado da Polícia Civil do Amazonas Gustavo Sotero, acusado da morte do advogado Wilson de Lima Justo Filho, crime ocorrido em novembro do ano passado, no porão do Alemão, na estrada da Ponta Negra, bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus.

A audiência ocorreu na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, no Fórum Ministro Henoch Reis, no Aleixo, zona sul, por volta das 11h. Após mais de duas horas de depoimento a advogada do réu, Carmem Romero, declarou à imprensa que o delegado, agiu em legítima defesa e apresentou um pedido de liberdade provisória.

“Ele não se recusou a responder às perguntas, narrou alguns detalhes do dia do fato e falou com convicção de que agiu em legítima defesa“, afirmou a advogada.

Além de responder pela morte de Wilson Filho, Sotero também é acusado de lesão corporal contra Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira (esposa da vítima), Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza.

A audiência foi conduzida pelo juiz Celso Souza de Paula, que vai analisar o pedido de liberdade feito pela advogada do réu. Seriam ouvidas quatro testemunhas de defesa, sendo três delegados da Polícia Civil do Amazonas e uma escrivã, mas acabaram sendo dispensadas pelos advogados da vítima.

Segundo o juiz Celso de Paula, com a conclusão dessa etapa, a próxima fase é destinada à apresentação das alegações finais das partes envolvidas no processo. “Será aberto um prazo para que a defesa e o Ministério Público apresentem as alegações finais. Depois disso, será feita a análise do conteúdo e, em seguida, será definido se o réu irá a júri popular”, explicou o magistrado.