Demonstrações de truculência, inabilidade, prepotência, atitudes que só demonstram pequenez de espírito

Tem notícia que, sinceramente, a gente queria que o Radar não precisasse transmitir. Porque esse tipo de notícia provoca sentimentos menores como a raiva, e ao mesmo tempo a pena. A raiva de ver homens públicos agindo com a truculência de quem perdeu a docilidade no trato com o semelhante, políticos que respondem às críticas com truculência, que usam a prepotência como forma de demonstrar superioridade, e só mostram a face da pequenez de espírito. Pobres homens que dão dó na gente. Só demonstram inabilidade humana e política. Em tempos como os atuais, diante das mudanças de comportamento do povo, perderam o bonde da história e estão fadados ao insucesso político. E o pior de tudo nem é isso. O pior de tudo é a solidão de amigos quando o efêmero poder não mais existir. Bom saber, que sempre há tempo de mudar o curso dos acontecimentos, amolecer o coração, buscar o diálogo, assumir os erros, rever comportamentos. O contrário disso, acima de tudo é burrice, faz perder respeito, admiração, amigos e voto. Perde na vida e perde na urna, entendeu? (Any Margareth)

Revanche contra estudante

Um exemplo desse tipo de comportamento é o do prefeito de Tapauá, Almino Gonçalves. Imagina que ele tomou a decisão de partir pra revanche, vingança, vendeta, contra os estudantes que participaram – uns lideraram – manifestações em protesto pelos precários serviços públicos em Tapauá, principalmente em áreas como a saúde, por exemplo, onde há carência de medicamentos e ambulância para transportar os doentes. Em resposta, o prefeito decidiu suspender, desde o mês de junho, o pagamento do auxílio-educação dos estudantes universitários de Tapauá, que foi criado pela Lei municipal n° 138/1997, para ajudar no pagamento com moradia, alimentação, livros didáticos, transporte, gastos necessários para que possam se manter enquanto cursam a universidade em Manaus. O que o prefeito pensa em ganhar com esse tipo de atitude, além de indignação, impopularidade e rejeição. Não dá pra entender que ele demonstraria grandeza política e pessoal ao partir para o diálogo com esses estudantes, ouvi-los já que são filhos daquele município e dizem querer o melhor para seu povo, quem sabe envolvê-los nas ações da atual administração, deixar que conheçam os problemas e participem da solução Será que é tão difícil assim ver o que é tão claro?

Na armadilha da prepotência

E por falar em não enxergar, o ex-presidente da Assembleia legislativa do Estado (ALE) deputado Ricardo Nicolau, deu mais uma demonstração de inabilidade. Ele, que disse, hoje (22), da tribuna da Casa, que a atual armadilha que seus detratores armaram contra ele, é colocar os deputados da Mesa Diretora de sua gestão, uns contra os outros, parece não ter notado que se comportou exatamente como os tais detratores queriam. Caiu na armadilha da prepotência.  Usou e abusou do “eu fiz”, “eu decidi”, “eu assumo”, e se colocou numa posição solitária, como se os companheiros deputados de sua gestão não existissem. Chamou colegas de deselegantes, demonstrou ser vingativo quando usou a 3° Lei de Newton  – pra toda ação, existe uma reação, em igual ou maior intensidade – pra dizer que dá o troco em quem fica contra ele, e foi ameaçador ao dizer que quando era presidente conhecia um “armário abarrotado de coisas de outros colegas qu e nunca comentou” – acabou de comentar. Demonstrações de uma pretensa superioridade que só passou arrogância. Perdeu tempo com demonstrações de força inapropriadas. Será, que não se sairia melhor um discurso onde tivesse uma boa dose de humildade, de menos eu sou e eu posso, e mais desculpe se ofendi meus pares. De menos pose de presidente e mais atitude de apenas um deputado a mais no Parlamento.