Denúncia: Assaltos a ônibus em Manaus são comandados por quadrilha que continua solta

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“Assaltos a ônibus são comandados por quadrilha que continua solta”, denuncia presidente o sindicato dos Rodoviários

Existe em Manaus uma quadrilha especializada em assaltos a ônibus. Os criminosos recebem todos os objetos roubados dos motoristas, cobradores e passageiros de ônibus. Até hoje a Secretaria de Segurança não conseguiu prender essa quadrilha.

A denúncia é do presidente do sindicato dos Rodoviários de Manaus, Gilvancy Oliveira, que participou nesta quarta-feira (23) de uma cessão de tempo da Assembleia Legislativa do Amazonas.

À convite do presidente da Comissão de Transporte da Aleam, deputado Wanderley Dallas, Gilvancy disse também que falta uma investigação aprofundada, por parte Secretaria de Segurança, para combater os assaltos nos coletivos. “Até agora não foram abertos inquéritos para prender definitivamente os criminosos. Enquanto isso, a quadrilha que articula os crimes continua solta”, acrescentou Gilvancy.

O deputado Wanderley Dallas ressaltou que todos os coletivos de Manaus possuem câmeras de vigilância, porém as imagens não estão sendo usadas para identificar e prender os bandidos. “Está faltando um trabalho integrado da Secretaria de Segurança, que não consegue identificar os assaltantes, mesmo com as imagens das câmeras de vigilância”, criticou Dallas.

O motorista de ônibus Cláudio Barroso Silva disse que já teve o coletivo assaltado oito vezes. Em todos os casos, os assaltantes cometeram os crimes sem esconder os rostos. “Existe uma completa sensação de impunidade. Os bandidos sabem que não serão identificados, por isso agem livremente e com violência”, reclama o motorista.

Quanto à proposta da Secretaria de Segurança em acabar com o pagamento em dinheiro das passagens de ônibus, o presidente do Sindicato dos Rodoviários disse que a medida não causará redução dos assaltos. “Nos ônibus do transporte especial, que levam trabalhadores para o Distrito, não existem cobradores, mesmo assim, são alvo dos assaltantes”, comparou Gilvancy.

Segundo o sindicalista, se o pagamento em dinheiro da passagem for extinto, a medida causará a demissão de 4 mil cobradores de ônibus em Manaus. “Quanto mais trabalhadores ficarem desempregados, maior será a violência nas ruas e nos ônibus”, destacou Gilvancy.

Wanderley Dallas concluiu a cessão de tempo dizendo que a Comissão de Transporte da Aleam está preparando uma audiência pública que irá discutir, de forma ampla, as propostas para combater os assaltos a ônibus. “A audiência pública terá a presença de todos os setores e órgãos envolvidos na segurança pública e com o transporte de passageiros de Manaus”, concluiu.