Depois da “bola nas costas” e do “drible desconcertante”, Melo “marrento” fica caindo na área fingindo que é pênalti

melo-tristeO governador professor José Melo insiste em continuar não seguindo a lição daquele a quem chamou, no dia de sua posse, de seu pai político, o ex-governador Amazonino Mendes, que não é professor, e sim advogado, mas era um mestre no jogo de enfrentar os paulistas quando se tratava de ZFM. Amazonino, governador a época, ia de mala e cuia pra Brasília, e com uma estratégia que, vamos ser justos, era das mais profícuas – estou usando essa palavra para homenagear o Negão que adorava usá-la nas suas entrevistas sobre ZFM – recuava e atacava o tempo inteiro, marcando de perto quem insistia em jogar contra o Amazonas. Em, 1997 ganhou jogo até no “tapetão”, foi pra Justiça e determinou a inconstitucionalidade da Lei determinando corte nos incentivos da ZFM.  Melo insiste em participar do jogo ficando de longe, sem entrar na área, sem levar carrinho, cotovelada e puxão de camisa. À distância, já levou “bola nas costas” e “drible desconcertante” que, assim como o Radar já fez a analogia futebolística, é igual zagueiro que avança demais, não cuida dos flancos e nem da retaguarda, e fica rendido procurando a “pelota”, ou levando daqueles dribles desconcertantes em que o atacante vai pra um lado, e o zagueiro cai pro outro. Tudo isso porque insiste em ganhar o jogo sem “ir pra cima”, sem imitar seu pai político, Amazonino, que saia trombando até o pessoal do seu partido, na época o PFL, e se estranhando até com seu parceiro de longas datas, Paulo Maluf, poderosíssimo naqueles tempos.

Ao invés disso, com apenas uma pernada do adversário – nem chegou a ser aqueles carrinhos que levantam o cara do chão – decidiu dar uma de marrento, fazer cena, cair na área, se contorcendo todo e fazendo beicinho, diante de mais um adiamento na votação da PEC da ZFM. Melo acusou Dilma e seu Governo de desrespeitarem o povo do Amazonas. “Não é assim que se trata o povo do Amazonas e não permitirei que essa história se repita”, disse o governador na maior marra. Está avançando tresloucadamente na área, pra cima de uma presidente que defende abertamente, e articula, para que a ZFM seja prorrogada, e por mais 50 anos. Esquece, mais uma vez, do jogo em que seu “pai político” Amazonino teve que enfrentar um presidente, Fernando Henrique, que jogava também abertamente, só que no time de São Paulo, e apoiava uma lei que reduzia gradualmente até 2014 – vixi! Estamos em 2014, não é mesmo? – os incentivos fiscais do nosso Polo Industrial – caso tenha duvida é só ver matéria da seção “Baú do Radar”.

Pior ainda foi quando decidiu assimilar a pernada e finalmente levantar. Melo decidiu brigar com quem faz parte, se não do seu time particular de jogadores, mas pelo menos do time que quer que o Amazonas vença o jogo. E aí não importa a cor da camisa, não é mesmo? Partiu também pra cima do líder do Governo, o senador amazonense, Eduardo Braga, com a marra de que “Braga está enganando o povo do Amazonas, mentiu quando disse que tinha um acordo”. Primeiro, mesmo quem não tem lá muita simpatia por Braga deve se perguntar: o que Braga ganharia em mais um adiamento da PEC da ZFM? Politicamente, pra quem quer ser candidato a governador do Estado, absolutamente nada, não é mesmo? Segundo, é só Melo perguntar pra um jogador que está no seu time, o prefeito Artur Neto, do PSDB, sigla que agrupa os piores adversários da prorrogação da ZFM, o jogo sujo feito pela elite empresarial desse País para a qual o Norte e o Nordeste não teriam incentivos nenhuns, seriam apenas um campo de jogo enlameado e fétido.

Se nem Artur que sempre encabeçou a lista dos senadores mais influentes do Senado – e divulgava isso com estardalhaço – não foi páreo para o time de São Paulo, nem mesmo ameaçando “vender” seu passe para outro time, abandonando o PSDB (promessa que não cumpriu) e não conseguiu fazer os caras recuarem, então não seria melhor assimilar a pernada, parar de se contorcer e fazer beicinho, se unir a todo mundo que estiver lutando a favor, até seu adversário eleitoral Eduardo Braga, pra que a gente possa chegar à vitória. Afinal, como se diz no futebol, marra não ganha jogo e perder uma partida não significa perder o campeonato (Any Margareth)