Deputada classifica o que está acontecendo em Manacapuru de mais do que incompetência

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A melhoria da saúde e da produção rural de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) foram temas de pronunciamentos da deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB) durante a sessão que marcou o retorno dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Amazonas nesta terça-feira, 13 de setembro.

Alessandra disse que esteve em várias comunidades de Manacapuru no fim de semana e constatou o abandono do Governo do Estado com a população do município. Faltam medicamentos, apoio para a manutenção do hospital da cidade e, para completar, a população da sede e da zona rural agora também não tem mais acesso ao serviço de ambulâncias.

“Fico indignada com o que o povo de Manacapuru está passando”, desabafou a deputada, explicando que a verba mensal repassada pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam) para manutenção do hospital de Manacapuru caiu de cerca de R$ 600 mil a R$ 800 mil para pouco mais de R$ 40 mil.

Além da falta de manutenção do hospital, conseguir medicamentos também é uma raridade em Manacapuru. E a última da Susam, segundo a deputada, foi cortar o contrato com a empresa que prestava o serviço de ambulância no município.

“Agora não tem ambulância para transportar pacientes em estado grave porque o Governo tirou esse serviço. Isso beira a maldade, não é só incompetência administrativa”, criticou a presidente da Comissão da Mulher, que é Cidadã de Manacapuru.

Juta e malva

Outra demanda trazida por Alessandra ao Parlamento foi a cobrança pela subvenção governamental para os produtores de juta e malva do município. A deputada pediu apoio da Casa em relação ao tema, especialmente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que é presidida pelo deputado Dermilson Chagas (PEN).

“Já vai para a terceira safra sem pagamento da subvenção do pagamento da juta e malva. E o pior, nem as sementes foram distribuídas. Eu quero saber cadê esse dinheiro e nem adianta falar em queda de arrecadação porque eu sei fazer contas”, concluiu Alessandra.