Deputada destaca alta nos índices de violência contra a mulher no AM

Foto: Divulgação

O acionamento recorde de vítimas de violência doméstica, realizados através de aplicativo de denúncia, foi destacado pela deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB) durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta quinta-feira (22).

De acordo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), desenvolvedora do aplicativo, até agosto deste ano, o aplicativo registrou 39 chamadas de emergência realizadas por mulheres vítimas de violência doméstica que possuem medidas protetivas. O índice é três vezes maior que o total registrado ao longo de todo o ano passado.

Esse instrumento tem como objetivo ser um canal mais rápido para as vítimas pedirem socorro. O cadastro é feito após a mulher registrar Boletim de Ocorrência em uma das três delegacias especializadas em Crimes Contra A Mulher e solicitar a medida protetiva.

“Parece ser um número pequeno, mas não é. Esses acionamentos foram feitos por mulheres que já estão sob medidas protetivas, que já sofreram violência e estão na iminência de serem agredidas novamente ou serem mortas  por seus companheiros e ex-companheiros”, disse.

A parlamentar também destacou o aumento de 1,9% nos casos de feminicídio e 3,8% nos acionamentos em casos de violência doméstica, além da diminuição de 9,9% dos registros de violência contra a mulher nas delegacias em todo o Brasil no primeiro semestre de 2020, de acordo com o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

No Amazonas, foram registrados 905 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres nesse mesmo período. Os índices, segundo Alessandra, representam uma intensificação nas agressões, além da dificuldade das vítimas de comunicarem as ocorrências à polícia.

“Por conta da pandemia, sair de casa ficou muito mais complicado para algumas mulheres, o que resultou numa subnotificação dos casos de violência doméstica. Sabemos que o estágio final dessas agressões é o feminicídio, então reitero a importância da denúncia feita não só pela vítima, mas também por familiares, amigos e vizinhos que sabem que aquela mulher é violentada. Ao ouvirem um grito de socorro, ajudem. Podemos estar salvando a vida de uma mulher dessa forma”, completou.

(*) Informações da assessoria