Deputada quer saber cadê os R$ 7 milhões para revitalização do parque aquático da Vila Olímpica

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Para onde foi o dinheiro que seria usado na reconstrução do parque aquático da Vila Olímpica de Manaus? Esse é o teor do pedido de informações feito à Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel) pela deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB). O assunto veio à tona na Assembleia Legislativa durante a sessão plenária desta quarta-feira, 9 de novembro, uma semana depois de a Sejel ter conseguido junto ao Ministério do Esporte a doação de uma das quatro piscinas oficiais usadas nos Jogos RIO 2016.

Os recursos globais para modernização da Vila foram garantidos na gestão de Alessandra na Sejel, no período de fevereiro de 2012 a abril de 2014, junto ao Ministério do Esporte. O valor é de R$ 7 milhões e prevê a revitalização do parque aquático (piscina e caixa de saltos) e do Centro de Treinamento de Alto Rendimento da Amazônia (CTARA), além da construção de um ginásio para abrigar a luta olímpica (wrestling) e o boxe.

Em seu pronunciamento, a deputada parabenizou o Governo do Estado por ter conseguido junto ao Ministério do Esporte a doação da piscina olímpica. No entanto, ela se mostrou preocupada com a destinação que foi dada aos recursos assegurados anteriormente. O contrato está vigente, mas a obra ainda não saiu do papel.

“A gente já deixou contratado e empenhado o valor necessário para a reforma do parque aquático. Como o Governo conseguiu a doação da piscina usada nos Jogos Olímpicos de 2016, e isso é muito bom, estou solicitando informações à Sejel para ver de que forma ela vai reaplicar o dinheiro que seria utilizado na compra de equipamentos e outras questões que já estavam previstas no contrato que deixamos assinado junto ao Ministério do Esporte”, comentou Alessandra.

A deputada acredita que a doação da piscina olímpica, orçada em quase R$ 5 milhões, representa uma grande economia para o Estado. O legado inclui ainda 10 blocos e uma cadeira de aquecimento. O processo de entrega e montagem deve durar cerca de oito meses, segundo a Sejel.

“Com certeza, o que vai ser economizado na reforma em andamento vai poder ser aplicada em outras áreas”, afirmou Alessandra.

Cortes no orçamento do Esporte

A ex-secretária de Esportes também aproveitou a oportunidade para mostrar sua posição contrária à redução ao orçamento da Sejel, que teve R$ 39 milhões este ano e deve ter R$ 25 milhões em 2017. A redução de 34% está prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) encaminhada pelo Governo à Assembleia Legislativa.

“É lamentável esse corte de 34% no orçamento da Sejel. Com certeza, muitos atletas vão deixar de viajar e de participar de competições. Com certeza, vamos ter dificuldades no esporte comunitário que precisa de pequenos apoios para funcionar. A redução no orçamento do Esporte não vai gerar a economia que o Estado precisa, ao contrário, pode aumentar a criminalidade porque a falta de programas sociais como Galera Nota 10, o Bom de Bola e o Jovem Cidadão colocaram meninos e meninas ociosos nas ruas, e muitos deles foram cooptados pelo crime”, concluiu Alessandra.