Deputada repercute sobre feminicídio se tornar crime imprescritível

A deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB) comentou nesta quinta-feira (7) na Assembléia Legislativa do Amazonas (Alema), a importância da aprovação no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 75/2019). O documento torna crimes de feminicídio e estupro imprescritíveis. Agora a Emenda segue para análise na Câmara do Deputados.

Alessandra que é presidente da Comissão da Mulher da Aleam e presidente da Secretaria Nacional da Mulher da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), enfatizou que a medida é necessária em virtude do elevado número de feminicídios e estupros cometidos diariamente no Brasil.

“Agora quem cometer esse tipo de crime não terá mais prescrição. A gente quer registrar a importância, para as mulheres brasileiras, da aprovação dessa PEC no Senado da República. A PEC agora vai para análise da Câmara dos Deputados e tenho certeza que as deputadas conseguirão fazer lá também um bom trabalho”, comentou Alessandra.

Entenda o projeto e a tramitação

A tipificação do crime de feminicídio está prevista na Constituição desde 2015. É o homicídio “contra a mulher por razões da condição de sexo feminino”.

Como havia acordo para a votação da matéria, as votações do primeiro e do segundo turno foram feitas na mesma sessão, uma após a outra. O texto foi aprovado por unanimidade nos dois turnos. No primeiro por 58 votos e no segundo por 60 votos favoráveis.

Na prática, com a imprescritibilidade, o criminoso poderá ser punido mesmo muitos anos após o crime. Atualmente, a Constituição coloca os crimes de racismo e a ação de grupos armados, civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático como imprescritíveis.

Por se tratar de emenda constitucional, o texto também precisa ser aprovado em dois turnos por 308 deputados, isto é, três quintos da Câmara.

Inicialmente, o texto tratava apenas da vedação de prescrição para casos de feminicídio. A inclusão do crime de estupro também como imprescritível foi sugestão da presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS).

Com informações da assessoria da deputada.