Deputado classifica como ‘humilhante’ exclusão de governadores do Conselho da Amazônia

Foto: Marcelo Araújo

Um dia após o presidente da República, Jair Bolsonaro, assinar decreto de criação do Conselho da Amazônia e excluir os governadores dos Estados da Amazônia Legal da composição do órgão, o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) classificou a decisão, como “humilhante” e “brincadeira de mau gosto”. O vice-presidente, Hamilton Mourão será responsável pelo Conselho. 

“Isso é uma execração. Como é que um presidente da República convida os governadores da Amazônia para a transferência do Conselho da Amazônia, que antes ficava no Ministério do Meio Ambiente e que agora vai ficar na vice-presidência, mas não avisa que no mesmo ato estaria excluindo esses mesmos governadores? Ele fez uma brincadeira de mau gosto”, avaliou Serafim.

“E ainda teve governador que foi lá e fez selfie com ele e agradeceu o presidente. Agradecer o quê? A exclusão? Isso daí é brincadeira, é humilhação, é execração. Eu acho que os governadores têm que ter personalidade, têm que reagir. Eles (governadores) têm um mandato do povo, gostemos ou não dos governadores eles foram eleitos, como nós (deputados) fomos eleitos. O nosso governador esteve presente e talvez ele não saiba que estava prestigiando um evento que o excluía do Conselho da Amazônia”, disse Serafim.

A composição anterior do conselho, estipulada em um decreto de 1995, incluía os governadores da Amazônia Legal. No decreto assinado por Bolsonaro, os governadores não integram o conselho. De acordo com o texto do decreto, o Conselho será chefiado pelo vice-presidente Hamilton Mourão e por 14 ministros do governo Bolsonaro.

“Ao ficarem de fora da composição do Conselho da Amazônia, os governadores saem perdendo porque a pauta não será a dos governadores, a pauta será aquela que o presidente quiser. Ou seja, ele (Bolsonaro) vai impor e vai dizer que é um conselho da região da Amazônia, e não é. É um conselho dele, porque vai ser composto por 14 ministros nomeados por ele e que amanhã se não fizerem o que ele quer serão demitidos”, concluiu o líder do PSB na Casa Legislativa.

Com informações da assessoria do deputado