Deputado cobra do TCE relação de 200 obras do governo paralisadas no interior

O deputado Sabá Reis (PR) disse, nessa terça-feira (6), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que apresentou um requerimento ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) pedindo informações e uma lista completa das 200 obras do Governo do Estado que estão paralisadas.

A Coordenadoria de Infraestrutura e Acessibilidade do Ministério Público de Contas, instaurou um procedimento preparatório para apurar a notícia de que há 200 obras inacabadas e paralisadas no Amazonas. A notícia foi divulgada pelo próprio secretário de Obras do Estado, Oswaldo Said Júnior, em entrevista a uma TV, no dia 22 de fevereiro.

Sabá Reis quer informações sobre qual a localização dessas obras e quem são os responsáveis pelas mesmas. Segundo ele, a paralisação das obras está causando grandes prejuízos aos produtores.

Tomando como exemplo o município de Autazes, onde obras que estavam em andamento em quatro ramais foram suspensas pelo governo, o deputado Sabá Reis mostrou em plenário um vídeo, no qual o prefeito local Anderson Cavalcante (PROS) reclama do governo pelo cancelamento das referidas obras.

“O prefeito lamenta que as obras tenham sido canceladas, mas não diz quem cancelou! E quem determinou o cancelamento foi o Amazonino”, revelou.

Para o deputado, a reclamação do prefeito é, na verdade, uma contradição, porque “ele só esqueceu que quem se elegeu para cuidar da cidade foi ele e não o governador”. De acordo com Sabá Reis, o município de Autazes recebeu nos últimos meses um total de R$ 98.723.819,27. “Foram quase 100 milhões e nessa questão entre o prefeito e o governador, isso me parece mais o sujo falando do mal lavado. E aí eu preciso dar uma atenção para Autazes porque a população está me pedindo”, disse.

Em outro requerimento ao TCE, o deputado Sabá Reis pede informações a respeito da contratação de duas empresas, por parte da Prefeitura de Autazes, no valor de quase R$ 1 milhão, para fazer manutenção em aparelhos de ar condicionado. Ele quer saber o critério para contratação das duas empresas e porque o valor é tão alto. “É como se Autazes fosse ser refrigerada integralmente, cada rua e cada esquina”, ironizou.