Deputado critica a gestão “faz de conta” do prefeito de Manaus, que inaugura Shopping Popular sem funcionar

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O deputado estadual José Ricardo Wendling (PT) afirmou que a gestão do prefeito de Manaus tem sido marcada por encenações, “faz de conta”, como ocorreu no último dia 4, com a inauguração do Shopping T4, que só vai funcionar daqui a quase dois meses. O parlamentar ressaltou que a mesma falta de respeito com a população ocorreu com a obra do Terminal 2, bairro Cachoeirinha, que começou em junho de 2015 com previsão de entrega para quatro meses, mas até hoje, não foi concluída. Esta reforma teve um acréscimo de 50% e deve ser finalizada no valor de aproximadamente R$3 milhões.

“Essa administração desrespeita a população, não se importa com o bem-estar da coletividade, porque se tivesse, realmente, zelo pela coisa pública honrava seus compromissos. O que vemos são obras sendo inauguradas, porém sem funcionar. Ruas e calçadas sendo pintadas para dizer que há faixa azul e “ciclovias”, porém, sabemos que tudo não passa de enganação porque Manaus, apesar de ser a sétima cidade mais populosa do País, ainda não tem um plano de mobilidade”, lamentou.

O parlamentar acentuou ainda, que o prefeito da capital nada fez em relação a Habitação Popular, em quase quatro anos de seu governo, mesmo que um dos maiores problemas da cidade seja o crescimento desordenado, e que haja recursos federais para construção de casas populares por meio do programa criado no Governo do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, o ‘Minha Casa, Minha Vida’.

José Ricardo também cobrou mais uma vez informações sobre o que será feito com os cerca de R$ 500 milhões que a Prefeitura irá receber nos próximos dias, por meio de empréstimos do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). “Cobro explicações de onde será aplicado este volumoso recurso, porque estamos em ano eleitoral, e, como Manaus está entre as 10 capitais brasileiras com menos transparência na gestão pública, conforme o 2º Ranking Nacional da Transparência, organizado pelo Ministério Público Federal, existe a possibilidade do cidadão ficar sem saber onde será gasto este dinheiro público”, ressaltou ele.

Por isso, o deputado defende o chamado “Orçamento Participativo”, para que a sociedade possa dizer onde o gestor público deve aplicar os recursos, e a promulgação do Projeto de Lei 191/2011, de sua autoria, que dispõe sobre a transparência da gestão fiscal dos órgãos da administração direta e indireta, autarquias, fundações e empresas públicas do Estado e dos Municípios.  A proposta aguarda ser promulgada desde 2013.