Deputado denuncia interferência política na Seduc com sérios prejuízos para a educação no Estado

luizA rivalidade de grupos de gestores dentro da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), ligados ao ex-secretário Gedeão Amorim e ao atual titular Rossieli Soares da Silva, foi denunciada hoje (6) pelo deputado Luiz Castro, como politiqueira e desastrosa para a educação no Estado do Amazonas.

“Existe uma verdadeira guerra entre grupos dentro da Seduc, que resulta em boicotes das atividades e prejuízos para os estudantes”, criticou o deputado, citando como exemplo o Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti), de Iranduba, inaugurado no início deste ano e que custou R$ 14 milhões, mas que permanece sem professores de biologia, química, história e inglês.

Para o deputado Luiz Castro, é inadmissível a intromissão política numa secretaria de vital importância para o desenvolvimento do Estado. Ele lembrou que em Apuí  os estudantes estão sem professores. Em Coari, o problema se repete com as escolas da zona rural cumprindo apenas 50% do calendário escolar, por falta de professores.

Por outro lado, Castro afirma que a Seduc realiza evento em Manaus, hospedando no Tropical Hotel os diretores de escolas, nomeados pelos prefeitos do interior, constatando a influência política e o desperdício de recursos públicos.

“Enquanto isso, os professores são tratados a pão e água, trabalhando em péssimas condições, com salários defasados e sem os benefícios trabalhistas a que tem direito”, denunciou Luiz Castro.

A interferência política, a má gestão da educação e a desvalorização dos professores, segundo Castro, são as principais causas da situação caótica do ensino na escola pública do Amazonas, que resultam nos baixos indicadores da educação.

A ausência de professores nas escolas, afirma Castro, não se justifica diante da expressiva arrecadação do Estado. O parlamentar afirmou que levará o fato à Controladoria Geral da União (CGU), responsável pelo repasse dos recursos do Fundeb.