Deputado diz que MPE determinou que Estado abasteça unidades de Saúde

O deputado estadual Wilker Barreto (PHS) informou, nesta quarta-feira (13), que o o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) ingressou no dia 29 de janeiro de 2019 uma ação de execução contra o Estado, solicitando o abastecimento das unidades de urgência e emergência, inclusive das policlínicas.

De posse dos documentos públicos do MPE-AM, o deputado questionou a atual Administração pela demora em resolver o caos na Saúde, uma vez que recebeu do órgão um relatório detalhado apontando todas as necessidades para o sistema não entrar em colapso.

“O MP ingressou no dia 29 de janeiro com uma ação civil pública pela calamidade na saúde e estou vindo desde o meu primeiro dia denunciar o descaso e despreparo de um governo que não se preparou para assumir uma máquina difícil, ou o governador Wilson Lima achava que ia ser uma Disneylândia?”, disparou o deputado.

Barreto ainda contou que o atual Governo vem sendo alertado sobre a situação da saúde desde novembro de 2018, mesmo assim não adotou medidas essenciais.

“O Estado alega ter iniciado uma gestão sob difíceis circunstâncias, mas é necessário pontuar que o Ministério Público expôs desde o início da transição, ainda em novembro de 2018, a necessidade de a nova gestão adotar medidas para garantir o abastecimento das unidades de saúde com insumos e medicamentos, sempre ponderando que a prestação de serviços públicos deve ser contínua, em especial quando se trata da Saúde”, disse o parlamentar.

Reunião

Wilker Barreto propôs que as promotoras do Ministério Público, Silvana Nobre Cabral e Cláudia Maria Raposo, sejam convidadas para ir à Aleam e, assim, seja realizada uma reunião para que todos os deputados possam ficar atentos à realidade e constituir ações para a resolução do problema.

“O Ministério Público já estava atento a este problema de abastecimento. No dia 29 de janeiro ingressamos com uma ação de execução contra o Estado, que tem por objetivo garantir o abastecimento das unidades de urgência e emergência sob a gerência do Estado, inclusive as policlínicas também. Tem uma decisão judicial determinando que o Estado regularize o abastecimento no prazo de dez dias e esse prazo finaliza dia 14 de fevereiro (quinta-feira)”, frisou Cláudia Raposo, da 58º promotoria da saúde.

Nos próximos dias, Wilker promete continuar a fiscalização e cobrança pela reestruturação. “A negligência que ocorre hoje foi alertada. Eu posso responsabilizar o atual Governo pelo descaso na saúde, pois já tinha conhecimento e não tomou medidas, agiu com descaso e nesse exato momento vidas estão sendo ceifadas. Peço que sejam apuradas as responsabilidades, pois quem vai consolar aqueles que perderam seus entes queridos”, questionou.

Com informações da assessoria do parlamentar.