Deputado governista diz que decisão de Melo de aumentar impostos é “covarde e desonesta”

O Projeto de Lei Complementar nº 26/2017 que aumenta em 2% a cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de uma série de produtos, entre eles a gasolina e o óleo diesel, está provocando as mais diversas reações nos deputados da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). Tem até deputado considerado da base governista já que, de costume, vota com o Governo que perdeu as estribeiras diante do pacote de maldades de Melo enviado para a Assembleia. O deputado Augusto Ferraz “largou a peia no bom velhinho”. “Essa decisão do Governo (de aumentar impostos) é covarde”, classificou Ferraz, durante reunião com empresários que estiveram na Aleam para apresentar seu repúdio ao projeto de Lei do Governo.

Só para se ter uma ideia da proximidade político-partidária do deputado Augusto Ferraz com o governador, o líder político do seu partido (DEM), no Amazonas, é o deputado Pauderney Avelino, aliado de primeira hora de Melo, desde as eleições de 2014, e que “peregrina” pra cima e pra baixo com Melo em Brasília – e a cara nem fica vermelha – pra ver se alguém dá crédito para os megalômanos e atabalhoados projetos dos governador “professor”, como aquele que cria buraco pra anta e passagem aérea pra macaco na BR-319.

Ferraz disse que os empresários não estão aguentando mais a carga tributária imposta pelo governador e que esse tipo de medida só tem provocado o fechamento de empresas e o desemprego. “Sou um deputado, mas também sou empresário. Está difícil, praticamente impossível, manter o pagamento de impostos e os empregos. Essa decisão do governador é desonesta com os empresários e com o povo”, criticou o parlamentar.

Sumidos, colados e abilolados

Mas não é só a reação de revolta, como a do deputado Augusto Ferraz, que se viu nessa quarta-feira (15) entre os deputados do Amazonas. Diante da simples presença dos empresários em plenário para se manifestarem contra o projeto do Governo de Melo que aumenta a alíquota de ICMS, grande parte dos deputados governistas sumiram. O plenário ficou tão esvaziado que o presidente da Casa, deputado Davi Almeida, do PSD de Omar Aziz, encerrou a sessão plenária por falta de quórum – o mesmo que dizer que os deputados governistas, que são maioria na Casa, sumiram.

E por falar em Davi Almeida, ele parecia estar colado na cadeira da presidência da Casa – e com aquela tal de cola mil, viu gente! Chamado pelos empresários para uma reunião numa das salas atrás do plenário, Davi Almeida não levantou da cadeira nem com reza braba”, deu um “cruz credo”, e fez de conta que não era com ele.

Mas, já que os deputados não estavam em plenário, o Radar foi ver se os encontrava pelos corredores da Assembleia. E não é que os sumidos estavam por lá gente! Na abordagem a alguns deputados, eles só faltaram dizer que não estavam nem aí pro projeto do Governo que aumenta impostos.

O deputado Francisco Souza (PTN) disse que nem sabia do projeto, enquanto o “ecologista” defensor da criação de tilápia Orlando Cidade (PTN) desconversou e apenas disse: “Ah, como vou saber. Acabei de chegar”, esbravejou o parlamentar que chegou no plenário quase meio-dia para bater o ponto. O deputado empresário Abdala Fraxe (PTN) afirmou que ainda não tinha analisado a matéria. E Belarmino Lins (Pros) afirmou que precisa ler mais o projeto.

E, depois de tanto que a imprensa tem falado sobre esse projeto nos últimos dias, chega-se a duas explicações sobre o comportamento dos deputados governistas, ou já foram “convencidos” pelo “professor” Melo a só fecharem e os olhos e levantarem a mão aprovando o aumento de imposto, ou estão como diz o povão, abilolados, né mesmo? (Any Margareth)