Deputado pede convocação de empresário que denunciou corrupção na Seduc

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) reforçou, nesta quarta-feira (28), que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), convide o empresário Francisco Dantas, proprietário da empresa Dantas Transporte, e o procurador de Contas, Carlos Alberto de Almeida, para detalhar a denúncia de corrupção na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), envolvendo agentes políticos.

Sem dar nomes, Dantas denunciou ao MPC-AM (Ministério Público de Contas) a existência de agentes políticos que cobram “mensalinho” de R$ 20 mil por uma alegada influência na contratação de sua empresa.

“Na hora que ele (Francisco Dantas) fala em “agentes políticos” precisa ser explícito e provar quem são os envolvidos. Da forma que foi colocada na representação e no vídeo, ficou oração sem sujeito ou com sujeito oculto. Então, nesse sentido, eu entendo que o melhor caminho para essa Casa é convidar o empresário e o procurador de Contas, sem que a gente faça disso um case político ou uma discussão política, sem que se politize isso, porque o que está em discussão aqui são as instituições e a política em si”, disse Serafim.

Na Representação, o procurador Carlos Alberto diz: “Relata o empresário que agentes políticos, alegando condições implícitas na contratação com dispensa de licitação, o pressionam de diversas e criminosas formas”.

“Essa acusação do empresário que foi, digamos assim, acolhida e transformada numa representação pelo procurador, nos moldes que foi colocada fica muito ruim para todos nós. Quero propor isso à Mesa sem alarde, sem escândalos, para que a gente possa dar uma resposta à sociedade”, declarou Serafim.

Professor agredido

Serafim também repercutiu o caso do tenente coronel do Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas (PC-AM), agrediu fisicamente um professor na terça (27). 

“Quero manifestar a minha solidariedade aos professores do estado do Amazonas, diante da agressão ocorrida por parte de um tenente coronel em relação a um professor do Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas, localizado no bairro Petropolis. A classe dos professores não merece ser tratada dessa maneira. Isso pode, se não houver as providências devidas, gerar consequências muito ruins”, alertou o deputado.

O caso foi registrado no 3º DIP (Distrito Integrado de Polícia).

Com informações da assessoria do deputado.