Deputado prova que Luiz Castro não só manteve contrato de sopão de peixe de R$ 4,7 milhões como reempenhou para pagamento (ver vídeo)

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Em resposta ao vídeo gravado e postado em suas redes sociais pelo secretário de Estado da Educação, Luiz Castro (Rede), dizendo estar sendo acusado injustamente e colocando a culpa no ex-governador Amazonino Mendes pela existência de um contrato da Seduc para compra de sopa de peixe por um valor unitário de R$ 84,76 (oitenta e quatro reais e setenta e seis centa), o deputado estadual Wilker Barreto (PHS/Podemos) contra-atacou indo a tribuna e mostrando documentos onde fica comprovado que o secretário Luiz Castro não só manteve vigente o tal contrato que custaria aos cofres mais de R$ 4,7 milhões como ainda mostrou um empenho do dia 15 de março desse ano para pagamento do contrato milionário. (Veja documentos em vídeo no final da matéria)

Em vídeo gravado na quarta-feira, 27, o secretário da Seduc, Luiz Castro, refutou as ações de Wilker Barreto e disse que os erros dos contratos decorrem da gestão anterior. O deputado, no entanto, fez questão de responder a acusação e apresentou provas retiradas do Portal da Transparência das denúncias que realizou contra a Secretaria, relacionada ao sopão de peixe no valor unitário de R$ 84,76 e os contratos de manutenção de piscina nas escolas públicas que vai custar quase R$ 2 milhões.

“Contra fatos não há argumentos. E em resposta ao secretário Luiz Castro que perguntou no vídeo onde eu estava no ano passado que não vi esses contratos feitos pelo ex-governador Amazonino, eu estava presidindo a Câmara Municipal de Manaus e ainda não era deputado. No ano passado, o senhor Luiz Castro estava aqui (Assembleia) e com mandato de deputado estadual (….)  mas em relação aos contratos, parece que na época o Luiz Castro comeu abiu, daqueles de São Paulo de Olivença de um quilo”, retrucou Wilker, acrescentando que, como deputado agora eleito, está questionando o fato do secretário decidir reempenhar para pagamento esses contratos.

Ainda segundo Wilker, o deputado, Luiz Castro poderia ter optado por ações legais para anular os contratos com as empresas R.M Machado e Cia Ltda e Amadeus Com e Representações Ltda ME, que juntas somam para a manutenção das piscinas um total de R$2.587.816,40; além da Manahh Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda, responsável pelo sopão de peixe que totaliza a despesa de R$ R$4.756.731,20 ao cofre público.

Wilker lembrou que não há lei alguma que impeça Luiz Castro de cancelar esses contratos, desde que assumiu a Seduc, já que eles visivelmente trazem prejuízos aos cofres públicos. “Mas porquê Luiz Castro não cancelou esses contratos?”, questionou. Ele lembrou ainda, que o empenho para pagamento de piscinas nas escolas é datado de 30 de janeiro. ” Quando você empenha, você manda a informação à administração pública que quer executar o contrato”, explicou Wilker  Está aí o outro empenho, o do sopa de peixe com a nota 2019NE01686, do dia 15 de março, quando a administração de Amazonino já era passado.

Wilker mostrou documentos que pretende levar ao Ministério Público Federal (MPF) onde fica visível mais uma atitude ilegal do Governo de Wilson Lima com a manipulação dos dados do Portal Transparência. Ele mostrou imagem retirada do Portal da Transparência com a nota de empenho de número 1686 para pagamento do sopão de peixe que sumiu do portal. Mas, a manipulação de dados fica clara quando na relação das notas do governo passa do número 1685, para a nota de número  1687. “Esse negocio de sumir ao bel com documentos oficiais que eu saiba nunca aconteceu”, pergunta Wilker.