Deputado vai ao município de Silves e “pinta” um quadro caótico na administração pública

josé

O hospital da cidade estaria sendo construído há 18 anos, onde já foram investidos R$ 3 milhões em recursos públicos, e até hoje não foi inaugurado. A educação tem inúmeras deficiências, assim como o setor de segurança. Esse foi o quadro apresentado pelo deputado José Ricardo Wendling (PT), sobre o município de Silves, esta semana, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), após ter ido àquela cidade. Ele disse que ingressará com representação no Ministério Público do Estado (MPE) para que investigue a construção do hospital no Município de Silves (a 203 quilômetros de Manaus), que está em obras há 18 anos, já foi reformado três vezes e nunca foi inaugurado ou entrou em funcionamento.

“Uma verdadeira novela é a obra desse hospital. Uma vergonha”, declarou o parlamentar, ressaltando que somente ele já fez umas três fotos diferentes de placas da obra indicando ampliação e informando aditivos ao empreendimento. “Enquanto isso, os moradores da cidade são atendidos num prédio de madeira e sem as condições adequadas para o funcionamento de um hospital. “Por que tantas ampliações e tantos aditivos feitos a essa obra? O Ministério Público deveria investigar essa construção, inclusive as condições físicas do prédio, já que na enchente de 2012 o local ficou complet amente alagado”, questionou o parlamentar.

Ele disse também que visitou a única escola existente, cuja biblioteca não funciona, apesar da unidade ter mais de mil alunos; não tem auditório e nem laboratório de ciências, a quadra de esporte precisa de reforma urgente, como ainda a parte elétrica, de manutenção; além de não ter pedagogo e nem professores de Química, Física e Artes, como também tem necessidade de mais funcionários para ajudar nas atividades da escola.

Já na área da segurança, outros problemas: trabalham na cidade dez agentes da Polícia Civil, mas no dia da visita só tinha um policial na escala de plantão; e quatro policiais militares, quando seriam necessários ao menos dez PMs. “E muita reclamação dos policiais, devido à sobrecarga de trabalho e à falta de descanso entre um plantão e outro. Isso sem falar na estrutura da pequena construção que abriga as polícias, que já deveria ter sido interdita, e nos freqüentes problemas nas viaturas, por falta de manutenção”, completou o deputado, acrescentando que irá encaminhar relatório dessas visitas à Secretarias de Estado da Saúde (Susam), da Educação (Seduc) e da Segurança Pública (SSP).