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Deputados do PSD de Omar anunciam “independência” e grupos começam a se definir na Aleam

Quatro deputados estaduais, filiados ao PSD, partido comandado no Amazonas pelo senador Omar Aziz, anunciaram formalmente que a partir dessa terça-feira (17) passaram a integrar a chamada por eles “bancada independente” da Casa Legislativa. Os deputados Josué Neto, Sidney Leite, Ricardo Nicolau e Mário Bastos encaminharam expediente à Mesa Diretora da Aleam formalizando seu ingresso na bancada independente, que até a semana passada só tinha dois integrantes, os deputados Augusto Ferraz (DEM) e Carlos Alberto (PRB).

Depois das movimentações partidárias preparatórias para as eleições deste ano, as bancadas ficaram dessa forma, na Assembleia Legislativa: Bancada governista – Dermilson Chagas (PP), Belarmino Lins (PP), Alessandra Campêlo (MDB), Vicente Lopes (PV), Adjuto Afonso (PDT), Wanderley Dallas (MDB), Dr. Gomes (PRP), e Orlando Cidade (PV). Bancada da oposição – David Almeida (PSB), Serafim Corrêa (PSB), Sabá Reis (PR), Platiny Soares (PSB), Francisco Souza (Podemos), Abdala Fraxe (Podemos), José Ricardo (PT), Sinésio Campos (PT), Luiz Castro (REDE) e Cabo Maciel (PR). Bancada independente – Sidney Leite (PSD), Ricardo Nicolau (PSD), Mário Bastos (PSD), Josué Neto (PSD), Augusto Ferraz (DEM) e Carlos Alberto (PRB).

Vale lembrar que, dos quatro novos “independentes”, Sidney Leite era secretário todo-poderoso de Amazonino até recentemente, Josué Neto comparecia a todas as cerimônias do governador e eventos com cara de campanha eleitoral promovidos pela sobrinha de Amazonino e presidente do Fundo de Promoção Social (FPS), Mônica Mendes, Mário Bastos estava nas hostes governistas e Ricardo Nicolau se alinhava ao governo, dependendo do tema em votação. Augusto Ferraz é do partido comandado pelo deputado federal Pauderney Avelino, que era aliado de Amazonino, mas rachou no início do governo, assim como Carlos Alberto, cujo partido, o PRB, também é alinhado ao grupo de Omar Aziz.

Pra quem sabe fazer as contas, não é difícil de entender porque o governador Amazonino Mendes não tem coragem de enviar seus atos administrativos para serem analisados e votados pelo Poder Legislativo, preferindo governar com (e por) decretos, instrumento de regimes de exceção.