Derrotado nas eleições, Amazonino ‘renomeia’ secretários que deixaram os cargos para trabalhar em sua campanha

O bom filho à casa torna – após a derrota nas urnas. O dito popular nunca caiu tão bem como nessa terça-feira (6) quando pelo menos quatro secretários estaduais foram ‘renomeados’ para os cargos após terem abandonado os postos para se dedicar, integralmente, para campanha à reeleição de Amazonino Mendes (PDT). (Veja os decretos de nomeação no fim da matéria)

Pelo que se viu nas urnas, a estratégia de levar o Governo para a corrida eleitoral não deu certo. Na última segunda-feira (5), os secretários foram nomeados e nesta terça já voltaram para as respectivas secretarias.

Entre os nomeados do primeiro escalão estão a sobrinha do governador Amazonino Mendes e mulher do secretário de Estado de Infraestrutura, Oswaldo Said, Marilena Mônica Mendes Perez – ou Mônica Mendes – nomeada como secretária de Assistência Social e presidente de honra do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS); o médico particular de Amazonino, Francisco Deodato Guimarães, nomeado secretário de Saúde; Orsine Rufino de Oliveira Júnior, nomeado presidente da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur); a presidente estadual do PV, Eliane Ferreira da Silva, nomeada para Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e José Aparecido dos Santos, que voltou para a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror).

Mônica Mendes, Francisco Deodato e Orsine Oliveira faziam parte do time de coordenadores da campanha de Amazonino Mendes na disputa pela reeleição. Enquanto ela utilizava o staff da Seas e da FPS para realizar bandeiradas e demais atos pró-Amazonino, Deodato – que deixou a Susam nas mãos do secretário-executivo Orestes Guimarães de Melo Filho – e Orsine estavam na linha de frente e elaboravam as estratégias da campanha.

Eliane Ferreira e José Aparecido, seguindo as diretrizes da coordenação da campanha, reuniam servidores públicos para participar da campanha de Amazonino nas ruas e nas redes sociais.

O uso de servidores públicos na campanha à reeleição de Amazonino foi alvo de recomendação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e está sendo investigado pelo órgão.

Dos secretários exonerados para se dedicar à campanha, o único que não foi “renomeado” foi o ex-secretário de Comunicação, Célio Jr, substituído logo após a derrota de Amazonino. Desde a segunda-feira, a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) passou a ser comandada pelo ex-assessor do deputado federal Alfredo Nascimento (PR), o jornalista Paulo Castro.

Leia os decretos de ‘renomeação’