Desempregados: veja o caso de jovens que empreenderam e conquistaram independência financeira durante a pandemia

Somente neste mês de fevereiro, por conta da pandemia de Covid-19, 625 pessoas perderam seus empregos com carteira assinada, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Diante deste cenário caótico provocado por perdas econômicas e desempregos durante a pandemia, milhares de pessoas sentiram a necessidade de se reinventar e gerar novas rendas. A independência financeira e o tempo, foram também incentivos para a criação do próprio negócio.

Por isso, para oferecer um serviço ou abrir um negócio é preciso conhecimento e grandes esforços devido a crise enfrentada no país. A cada dia a concorrência cresce, entretanto, há espaço para todos, e é necessário ter clareza do que se pretende empreender, assim como ter clareza e foco em seus objetivos.

O presidente da Câmara de Lojistas de Manaus, Ralph Assayag, reforça a importância de algumas questões estarem ligadas ao seu negócio, ressaltando a evidência da internet neste período. “Para iniciar um negócio, é importante gostar daquilo que você pretende oferecer, e tudo que está na área da informática além de ser interessante, é o que mais cresce. Por isso, é necessário definir qual será os serviços e o segmento, para tornar o seu produto chamativo, pois enquanto você pensa em algo, têm 10 pessoas pensando em fazer o mesmo.’’

Por isso, é necessário manter o diferencial. O economista alerta que em qualquer segmento, se faz necessário o autoconhecimento sobre aquilo que se pretende oferecer. Mariana Camarate, 28 anos, faz parte das estatísticas de desempregados durante a pandemia. A moça investiu na venda de pérolas e produtos de artesanato no geral. Contudo, sentiu dificuldades quando começou a trabalhar por conta própria.

“Primeiramente tive que trabalhar muito meu autoconhecimento. Porque, a questão que tinha em mente de início era oferecer o meu bom trabalho artesanal em pérolas, então, em geral muita insegurança, posso dizer medo.’’ diz Mariana.

No entanto, mesmo com muito medo, o produto oferecido pela artesã se tornou lucrativo e ela já possui até mesmo um espaço físico. Mariana reforça que mesmo em tempos de crise é possível encontrar uma solução.

“Atualmente eu uso as redes sociais, WhatsApp, Instagram e Facebook, para poder divulgar e vender.  Pretendo investir cada vez mais em meus trabalhos. Meu plano é ter minha loja e dar cursos. E manter, meu atendimento via online. Além disso, o empreendedorismo, me trouxe muitas realizações nessa pandemia, hoje, tenho meu cantinho, meu singelo ateliê, que é uma grande conquista para mim, que através de alguns trabalhos pude realizar esse desejo. O empreendedorismo me ajudou muito na minha autoestima.’’

Assim como a artesã, Matheus Leão, 22 anos, também viu o empreendedorismo como uma saída, durante a pandemia. O jovem relata que associou o seu desejo pela independência financeira com a oportunidade de abrir um negócio, no entanto, assim como tantos outros casos, conta que foi difícil no começo.

‘’Tive problema com meu então sócio na época, e encontrar clientes era um pouco difícil, mas com o tempo as coisas se consolidaram bem. Depois de um ano, estou bem mais consolidado agora. Hoje eu possuo uma loja física, ainda não tenho funcionários, mas pretendo crescer a cada dia, utilizando as redes sociais para vender meus serviços gráficos. Busco oportunidades para oferecer meus produtos, participando de eventos como o do ano passado, Jungle Nerds 3.0’’

Contrariando as expectativas e os índices de desemprego, os personagens desta matéria buscaram se reinventar e crescer diante de uma situação tão difícil. O esforço, dedicação, foco e persistência, fizeram dos dois jovens, antes desempregados, atualmente independentes financeiramente e realizados no dia a dia.