Deu ruim o Bososhow do plin plin; o povo preferiu Little Onion

Sabe gente, nesse domingo (07), mais do que já costumo fazer normalmente, eu agradeci aos céus por estar viva para ver pela primeira vez na história desse País, a Rede Globo se lascar de verde e amarelo junto com suas tramoias para fazer o povo de massa de manobra, mais uma vez. A Vênus Platinada, como é comumente chamada, – Vênus de Nióbio para os Bolsonaristas –   aquela emissora que participou de todos os golpes que aconteceram neste País, desde o golpe militar de 1964 até o golpe pra derrubar uma presidente democraticamente eleita e colocar  no poder o Vampirão Michel Temer, tenta desesperadamente fazer o presidente Jair Messias Bolsonaro continuar como o mito das massas pra poder servir aos seus interesses.

Pelé levanta a taça da Copa de 1970 ao lado de Médici

Mas não adiantou nadica de nada tramar um Bososhow em plena Copa América, aos moldes daqueles utilizados nos tempos da Ditadura com a Seleção Canarinho, com músicas ufanistas como “Pra frente Brasil”, e o pão e circo pra satisfazer o povo, fazendo-o esquecer da miséria em que vivia e da violência contra cidadãos, que eram mortos em manifestações, como por exemplo, o estudante Edson Luiz, ou que desapareciam nos porões do regime militar.

O Bososhow do plin plin não colou desde o jogo com os argentinos e mesmo com vitórias do Brasil. A cada aparição do presidente Bolsonaro a torcida tascou-lhe vaia. Não adiantou a estratégia de “descer o som” das vaias e aumentar o volume da voz do Galvão Bueno, puxa saco oficial de jogador que está mal das pernas e agora bobo da corte de presidente bisonho. Nem os gritos do esgoelado Galvão Bueno abafaram vaias.

A Globo deu jeito até mesmo de caçar, com a câmera, um grupo de “adoradores do Boso” aplaudindo o presidente, mas esqueceu de tirar da mesma cena um torcedor dando um cotoco (ato de imitar o órgão genital masculino com os dedos) de protesto. E o pior mesmo foi quando o presidente mais sem noção da história do Brasil decidiu pegar para si a taça do campeonato e tirar fotos cercado pelos jogadores. A vaia foi tão escandalosa que os jogadores trataram de sair da imagem do Bososhow. O treinador da seleção brasileira, Tite, fez pior, se esquivando de um cumprimento do presidente como se estivesse fugindo de “praga ruim”,

E sequer a Vênus de Nióbio contou com a ajuda do presidente que, não tendo mais o que fazer, foi decidir cair pra cima do Moro logo na comemoração do gol do Brasil e viralizou nas redes sociais com a torcida comemorando a queda como se fosse um prenúncio de que ele seria “derrubado” da presidência da República.

Mas, se o Bososhow foi um desastre de público, não se pode dizer o mesmo do show dado por um garoto de 23 anos que, apesar de jogar num time lá do extremo sul do país (Grêmio), é natural de uma região que Bolsonaro, desde os tempos de campanha presidencial adora esculhambar, o Nordeste – lembram do presidente Messias dizendo que os nordestinos, tradicionalmente eleitores de Lula, deveriam comer capim? Seu nome é Everton Sousa Soares, mais conhecido por Everton Cebolinha, e ele nasceu no Ceará, numa cidade que quase tem o nome de estádio, cidade de Maracanaú.

Everton Cebolinha já tomou conta do mundo, muito diferente de Bolsonaro, repelido por lideranças do mundo inteiro. Comemorado pelos quatro cantos do planeta, Everton já se transformou, na Inglaterra em “Little Onion” – em português, “pequena cebola” – numa prova incontestável que até cebola é melhor que Bososhow e que, positivamente, não são os nordestinos que merecem comer capim!