Devolução de pregão desclassifica empresa que iria atuar em UTIs do Estado

Ao constatar a denúncia do Instituto de Enfermagem em Terapia Intensiva (IETI) de que a empresa Manaós Serviços de Saúde não possui enfermeiros capacitados para atuarem nas 39 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Estado, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) cancelou o pregão 1015/2019, realizado na gestão de Amazonino Mendes. A denúncia já havia sido noticiada pelo Radar no início deste mês. O cancelamento do pregão foi confirmado pelo deputado estadual Wilker Barreto (Podemos).

De acordo com Wilker Barreto, ao expor a lista de coordenadores, foi identificado que nenhum dos profissionais da Manaós possuía certificado da Associação Brasileira de Enfermagem em Terapia Intensiva (ABENTI). “O bom senso prevaleceu e quem ganha com isso é o povo do Amazonas. Uma empresa que não tem profissionais aptos e capacitados, não pode assumir o compromisso de salvar vidas. Hoje ganhei meu mandato”, destacou o parlamentar ao lado da promotora de Justiça Cláudia Raposo, do deputado estadual Dermilson Chagas (PP) e do vereador Marcelo Serafim (PSB).

A Manaós Serviços de Saúde deveria assumir as Unidades de Terapia Intensiva do Estado já neste dia 1º de novembro, assumindo assim, o lugar do IETI.

Segundo a promotora Cláudia Raposo, o IETI vai continuar prestando serviço no Estado. Ela explicou ainda que o processo licitatório continuará aberto. “Como eles (Manaós) não forneceram a titulação, pré-requisito do processo licitatório, o contrato não foi assinado. O IETI vai continuar prestando serviço até que outras empresas apresentem no trâmite da licitação”, comentou.

Denúncia

Assim como noticiou o Radar em um material publicado no início deste mês, o deputado Wilker Barreto disse na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) que os trabalhadores de saúde do Estado relataram que a empresa Manaós não possuía especialização para assumir as UTIs, além da terceirizada supostamente ter recrutado profissionais sem experiência para o trabalho.

Para Dermilson Chagas, a decisão vai melhorar a prestação de serviços nas unidades intensivas para a população amazonense.  Já para o presidente da Comissão de Saúde na Câmara Municipal de Manaus (CMM), Marcelo Serafim o “Estado teve uma atitude de bom senso no meio de todo esse caos na saúde pública”.

Posicionamento

O Radar procurou a Manaós Serviços de Saúde para um posicionamento mediante a decisão do cancelamento do pregão 1015/2018, e aguarda respostas.