Dia de festa em Salvador tem Bolsonaro apartado, Lula na rua e afago entre Ciro e Tebet

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A celebração da Independência da Bahia, com a presença de quatro presidenciáveis neste sábado (2) em Salvador, teve Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cortejo cívico ao lado da militância petista, Jair Bolsonaro (PL) apartado em motociata em outra região da cidade e trocas de afagos entre Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB).

Lula, Ciro e Simone caminharam nas ruas do Centro Antigo de Salvador ao lado de apoiadores, mas apenas os dois últimos se encontraram.

Bolsonaro, por sua vez, fez um trajeto de 37 km de moto pelas ruas da cidade acompanhado de sua militância. Ele fez um discurso a apoiadores em que falou de Deus, criticou governadores e prometeu que o Brasil teria “uma dos combustíveis mais baratos do mundo”.

O ato, que acontece faltando três meses para a eleição presidencial, foi encarado como primeiro grande teste da campanha presidencial, com militantes nas ruas e preocupação adicional com a segurança.

O ex-presidente Lula se uniu ao cortejo na altura do Largo da Soledade e caminhou por cerca de um quilômetro, contrariando a expectativa inicial de que não participaria do ato cívico.

O petista estava sob forte esquema de segurança e não foi hostilizado no percurso. Cercado de apoiadores, ouviu gritos de “Lula guerreiro do povo brasileiro” e “Olê, olê, olá, Lula, Lula”.

Durante a caminhada, o petista falou sobre a receptividade e o clima civilizado no cortejo em Salvador.

“A gente está fazendo uma caminhada com milhares de pessoas e não houve um incidente sequer. Ou seja, em uma demonstração de que o povo não só é democrático como gosta de demonstrações democráticas”, afirmou.

Também destacou a importância do 2 de Julho: “Aqui, a Independência foi feita com sangue e com morte de negro, de indígena, de padre, de freira, e do povo trabalhador que lutou para expulsar os portugueses. Então, é isso que você vê: não é um desfile militar, é um desfile do povo. Isso significa Independência”.

Lula andou no cortejo ao lado da sua mulher, Rosângela Souza, do governador da Bahia, Rui Costa (PT), do pré-candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT). Mais atrás, sozinho, veio o pré-candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

A Folha apurou que Lula havia sido desaconselhado de participar do cortejo do 2 de Julho por questões de segurança. O petista, contudo, decidiu participar de um trecho para fazer um contraponto a Bolsonaro, que preferiu se unir a apoiadores em uma motociata.

Geraldo Alckmin comentou a receptividade do petista: “É impressionante o carinho que o povo tem com o Lula, uma confiança enorme. É difícil encontrar no Brasil um líder tão popular, com tanta identidade com o povo brasileiro”.