‘Dinheiro pro teu bolso’: Jucá nega teor suspeito de texto no WhatsApp

Presidente do MDB e líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR) teve uma mensagem enviada ao seu celular fotografada na noite dessa terça-feira (20), quando os senadores aprovaram o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro.

A imagem foi feita por um fotógrafo do site de notícias Metrópoles. Nela é possível ler uma mensagem que poderia sugerir um suposto favorecimento ao senador de Roraima.

“Reunião acontecendo agora com Paulo Linhares. Ele tá dizendo que o recurso da termoelétrica vai pro teu bolso…”. Do outro lado da linha estaria um remetente de nome Marcelo Guimarães.

Não fica claro os detalhes sobre a tal termoelétrica. Tampouco quem seria de fato o autor da mensagem para Jucá. Pelo menos dois políticos baianos usam o nome Marcelo Guimarães, mas este é também o nome do marido da prefeita de Boa Vista (RR), Teresa Surita, segundo o Portal 360.

Já Paulo Linhares seria o ex-secretário estadual de Saúde de Roraima, que deixou o posto em janeiro por determinação da governadora Suely Campos. Ela determinou a saída de todos aqueles que pretendessem concorrer às eleições deste ano.

Em nota, a assessoria de Jucá minimizou o episódio, afirmando que “pré-candidatos divulgaram informações caluniosas e mentirosas contra o senador Romero Jucá, onde fica evidente crime contra a honra do parlamentar”.

O emedebista ainda divulgou um áudio de uma reunião que teria acontecido também na terça-feira em Boa Vista, na qual estavam presentes servidores da Secretaria Estadual de Saúde. Na gravação, Linhares teria ameaçado os presentes e praticado “o crime de campanha eleitoral antecipada”. Jucá ainda afirmou que tomaria “as medidas judiciais cabíveis”.

Jucá ficou famoso em 2016, quando acabou sendo gravado pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. No áudio, o senador dizia que era preciso derrubar a então presidente Dilma Rousseff (PT) em favor do vice, Michel Temer (MDB), para “estancar a sangria”, em referência ao avanço da Operação Lava Jato. A Polícia Federal arquivou o caso por falta de provas.