Direção do Hospital de Campanha desmente Susam sobre número de atendimentos, durante a pandemia

Foto: jornalismo Nilton Lins

Os dois interrogatórios da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, marcados para esta segunda-feira (20), foram suspensos após depoentes não estarem na capital. A principal discussão dos integrantes girou em torno da contradição dos números de atendimentos realizados pelo Hospital de Combate à Covid-19 Nilton Lins, durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o deputado Wilker Barreto (Podemos), o governo do Estado comunicou que foram realizados 1,800 atendimentos naquele Hospital, durante a pandemia da Covid-19. Entretanto, a direção da unidade de saúde aponta que, na realidade, somente 388 atendimentos foram realizados.

Diante desse contexto, o parlamentar solicitou que o titular da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SUSAM), Marcellus Campelo, explique o porquê da contradição dentro do Governo. “Temos os números exatos de atendimentos realizados pelo hospital e a CPI não permitirá que a sociedade seja enganada”, assinalou Wilker.

Em seguida, o deputado Dr. Gomes (PSC) tentou explicar que se tratava de um equívoco no uso das palavras. Ele tentou argumentar que o termo ‘procedimentos’ engloba diversas situações e providências feitas entre médicos e pacientes.

O presidente da CPI, deputado Péricles (PSL), rebateu a fala do colega, afirmando que no comunicado oficial consta o termo atendimento. “O que me leva a crer que se trata de pacientes e, caso se tratasse de “procedimentos”, a disparidade dos números seria ainda mais alarmante”, completou.

O deputado Serafim Corrêa (PSB) também considera que o uso da palavra foi proposital. “Senso comum não entende o linguajar específico de hospital. Eles divulgaram com intenção de parecer que 1.800 pacientes foram atendidos […] Houve falta de verdade por parte da publicidade do governo, agiram de má fé”, finalizou.

Depoimentos adiados

Os interrogatórios que seriam realizados hoje (20) foram remarcados para o próximo dia 27 de julho. Tiago Simões Leite, representante legal da empresa MediPlus Serviços Medicos Ltda, será ouvido às 10h; e Wagner Liberal Michetti, proprietário da empresa WF Control Apoio a Gestão de Saúde e Atividades Empresariais Ltda, às 15h.