DNA comprova que ossada achada na Ponta Negra é de Rayner Vinícius

O resultado do exame de DNA comprovou que a ossada encontrada na praia da Ponta Negra, no dia 17 de outubro deste ano, é do adolescente Rayner Vinícius, que estava desaparecido desde o dia 16 de dezembro do ano passado. Na ápoca, o jovem tinha 16 anos e sumiu após sair de casa para a praia, na Zona Oeste. Os restos mortais de Rayner permanecem no Instituto Médico Legal (IML) e devem ser liberados nos próximos dias.

A equipe do IML informou que fará todos os procedimentos o mais rápido possível. A mãe de Rayner, Maria Antônia da Silva, disse não estar aliviada, porque o que fizeram com o filho dela foi uma barbárie. “Que mundo é esse que um jovem não pode sair sozinho e desaparece de forma suspeita? Casos de desaparecimento em Manaus não têm importância para polícia quando se tratam de pessoas pobres”, afirmou.

Maria Antônia relembrou que na época do desaparecimento, o celular do filho foi encontrado com uma venezuelana, e continua apreendido pela polícia.

Enquanto aguarda a liberação do IML, a mãe, familiares e amigos de Rayner Vinícius, realizam uma rifa solidária em prol do funeral do adolescente. Maria Antônia publicou um apelo no Facebook onde compartilha a dor e pede ajuda para que as pessoas ajudem a arrecadar a quantia estimada em R$ 5 mil.

O valor será para custear a preparação do corpo, compra do terno e caixão, além do cortejo de Rayner. Além das doações Maria conta que está realizando a venda de uma rifa que será sorteada neste domingo (20). O jovem será sepultado em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus).

Uma amiga de Rayner, Déborah Souza conversou com o Radar Amazônico e disse que sentiu descaso da polícia. “Não há câmeras na cidade. Tivemos ajuda apenas das imagens do circuito de alguns condomínios e isso é um absurdo. Agora estamos vendendo essa rifa para dar uma despedida digna para o meu amigo”, afirmou.

Doação

A família disponibilizou uma conta para recebimento das doações em dinheiro. Sendo o banco a Caixa Econômica, em nome de Maria Antônia da Silva Gonçalves e agência 0020 Op. 13, conta 74095-1.

Entenda o caso

Rayner desapareceu no dia 18 de dezembro de 2018, quando saiu para ir à Ponta Negra. Testemunhas apresentaram uma versão em que o garoto teria entrado na água para tomar banho e depois se afogado. Dias depois, a polícia identificou um grupo de venezuelanos que tinha em posse objetos pessoais do adolescente, como o celular e um par de tênis. Eles prestaram depoimentos para a delegada Joyce Coelho, titula da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que não identificou indícios na participação no desaparecimento do jovem.

Sobre a falta de policiamento na praia da Ponta Negra, assim como a falta de câmeras de segurança no local, o Radar procurou a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) e aguarda respostas.