Do ponto de vista ambiental 2017 não foi um ano bom, avalia Luiz Castro

O deputado estadual Luiz Castro (REDE), presidente da Comissão de Meio Ambiente na Assembleia Legislativa do Amazonas (Caama/Aleam), fez uma análise curta sobre esse setor em um balanço de fim de ano e foi categórico ao afirmar: “2017 não foi bom para o meio ambiente”.

Luiz Castro lembrou alguns retrocessos amargados pela área ambiental ocorridos neste ano, como a saída dos Estados Unidos do Acordo Mundial Climático e também incidentes locais como o incêndio criminoso ocorrido em Humaitá e o aumento do desmatamento em Manaus e entorno. “Este não foi um ano positivo para o meio ambiente. Tivemos muitos problemas a nível local, nacional e internacional. Foi um ano de retrocesso mundial com a saída dos Estados Unidos do acordo mundial climático por conta do novo presidente que e é uma pessoa sem o mínimo de compreensão do meio ambiente”, afirmou, referindo-se à promessa de campanha cumprida pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, com o anúncio de saída do país, em junho de 2017, alegando que o pacto climático “é desvantajoso” para os interesses da economia e dos trabalhadores americanos.

Já no Amazonas, o deputado apontou a falta de política de sustentabilidade como um facilitador dos problemas ambientais no estado ocorrido neste ano. “Tivemos decepções graves aqui no Amazonas por conta da falta de uma política estruturada na área de desenvolvimento sustentável, o que acabou provocando um aumento na área de desmatamento do sul do Amazonas, o aumento do desmatamento em Manaus e no entorno e o aumento do conflito com os garimpeiros do rio Madeira”, apontou, lembrando o incêndio criminoso em prédios do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Humaitá (distante 590 km de Manaus), em outubro de 2017.

Perspectivas

O parlamentar falou também sobre a agenda da comissão para 2018. “Mesmo não tendo sido um ano bom, foi um ano importante porque resistimos e ajudamos as resistências e construímos uma agenda que em 2018 será mais positiva. Continuamos defendendo que não seja construído um porto na região do Porto das Lajes, por julgar que a orla da Manaus tem outros locais para abrigar um porto. Entendemos também que o garimpo deve ser fortemente fiscalizado e que a BR-319 deve ser bem discutida, pois precisamos de garantias de unidades de conservação ambiental ao longo do percurso, além de um fortalecimento do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) para fomentar o desenvolvimento sustentável”, exemplificou.

Fonte: Assessoria de comunicação do deputado