Dólar fecha a R$ 3,6550, menor patamar desde maio

O mercado financeiro tirou do horizonte qualquer tipo de cautela que poderia pautar o mercado às vésperas da definição do novo presidente brasileiro e ignorou, inclusive, um dia negativo para os principais mercados de risco.

O dólar recuou mais de 1%, rumo ao menor patamar de fechamento desde maio. A moeda americana cedeu 1,32%, a R$ 3,655. Considerada uma cesta 24 divisas emergentes, o real foi a que mais ganhou força ante o dólar nesta sexta -13 delas se desvalorizaram.

Já a Bolsa brasileira avançou quase 2%, completamente descolada do cenário externo, que foi de perdas expressivas. O Ibovespa fechou a 85.719 pontos, puxado pelo desempenho de empresas estatais.

As ações da Petrobras subiram quase 5%, os do Banco do Brasil e da Eletrobras avançaram cerca de 6%, e os da Cemig, perto de 7%.

Nem mesmo o resultado da pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (25), azedou o humor do mercado. Segundo o instituto de pesquisa, da vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) se reduziu em 6 pontos, e agora o deputado tem 56% da preferência dos eleitores, ante 44% para o petista, considerando apenas os votos válidos.

“Nesta sexta, saíram outras duas pesquisas, da XP e Paraná Pesquisas, mostrando que o Datafolha pode ser contraposto”, disse Roberto Indech, da Rico Corretora (que pertence à XP).

Jair Bolsonaro foi abraçado pelo mercado financeiro como o candidato viável e ao mesmo tempo disposto a abraçar uma agenda de reformas consideradas necessárias para o reequilíbrio das contas públicas. O capitão reformado do Exército conseguiu arrebanhar o apoio adotando como guru o economista de viés liberal Paulo Guedes.

“Não vejo mercado radicalmente pró-Bolsonaro, vejo mais como anti-esquerda”, afirmou Indech.

No exterior, as Bolsas tiveram mais um dia de fortes perdas, conduzidas pelo desempenho decepcionante da Amazon e do Google no terceiro trimestre. As Bolsas americanas fecharam em forte queda.

Fonte: Folhapress.