Dólar sobe no dia, mas encerra julho com maior queda mensal do ano

Foto: Gary Cameron/Reuters

Num dia de pessimismo no mercado, o dólar voltou a ser cotado acima de R$ 5,20. Apesar da alta de hoje (31), a moeda norte-americana teve, em julho, a maior queda mensal em 2020.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (31) vendido a R$ 5,218, com alta de R$ 0,059 (+1,15%). Em julho, a divisa caiu 4,07%, com a maior baixa mensal desde dezembro de 2019 (-5,37%). Em 2020, a cotação acumula alta de 30,04%.

As negociações foram influenciadas pelo último dia do mês, em que investidores compram mais divisas para fazerem pagamentos, e pelas incertezas internacionais.

Em relação à pandemia do novo coronavírus, o crescimento de casos nos Estados Unidos e Europa preocupa, mas sem sinais de nova rodada agressiva de lockdowns. Esse receio acaba sendo contrabalançado pelo avanço no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19 ao redor do mundo.

A União Europeia fechou acordo para mais estímulos e o Federal Reserve (Banco Central norte-americano), por sua vez, reiterou que continuará fazendo o que estiver ao seu alcance. Nos Estados Unidos, as atenções estão voltadas para negociações no Congresso para mais estímulos, com parte das medidas de combate à crise expirando nesta semana.

No fim da tarde, o Banco Central (BC) informou que dará continuidade à política de rolagem (renovação) de contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. A autoridade monetária anunciou que, a partir de segunda-feira (3), rolará integralmente o lote de US$ 3,5 bilhões de contratos de swap que vencem em setembro.