Dr. Jairinho recebe atendimento após passar mal em prisão no Rio de Janeiro

Vitor Brugge/ Estadão Conteúdo

O vereador Dr. Jairinho preso em Bangu 8, no Complexo de Gericinó, suspeito junto com a namorada Monique Medeiros de ser responsável pela morte do enteado, o menino Henry, recebeu atendimento médico na sexta-feira após sentir um mal estar. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que ele foi atendido no ambulatório e passa bem.

De acordo com fontes da Record TV, Dr. Jairinho não manifestou emoção durante a primeira noite na prisão. Ele apenas disse que se sentia injustiçado. Também ontem foi comunicada a expulsão sumária de Dr. Jairinho do partido Solidariedade. Ele já havia sido afastado do Conselho de Ética da Câmara do Rio de Janeiro.

Mãe de Henry

Já a mãe do menino Henry está presa em Niterói e chorou na primeira noite na prisão. Monique teria ficado apreensiva por não ter sido bem recebida por outras presas, apesar de estar em isolamento por duas semanas devido ao protocolo contra contaminação por coronavírus no sistema prisional. Ela está em uma cela de 6m², com vaso sanitário e pia.

Monique também foi exonerada do cargo no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCM-RJ) após prisão temporária. O casal é suspeito de atrapalhar as investigações da morte de Henry.

Para o delegado Henrique Damasceno, responsável pelo caso, “não resta a menor dúvida” de que a mãe e o padrasto da criança causaram a morte do menino. Segundo ele, o casal será indiciado por homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e sem chances de defesa da vítima.

A versão do casal de que Henry foi vítima de um acidente doméstico é totalmente descartada pelos investigadores em razão das múltiplas lesões no corpo do menino.