Durante isolamento social, mães se tornaram ainda mais responsáveis pela educação dos filhos

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Metade das mulheres brasileiras passaram a cuidar de alguém nessa pandemia, muitas, tiveram que se reinventar e até mesmo sair de seus empregos para que pudessem além de realizar o papel de mãe em tempo integral, se adaptar também como professora, médica, educadora entre tantos outros. Em celebração ao dia das mães e como uma homenagem à estas mulheres, o Radar Amazônico pretende dar visibilidade a estas histórias.

Uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostrou que, entre as pessoas que se consideram responsáveis pelas tarefas domésticas na pandemia, as mulheres foram as que mais assumiram a limpeza da casa, as refeições e o acompanhamento escolar dos filhos.

As adaptações e as medidas de proteção foram bem difíceis para milhares de mulheres brasileiras, como mostram as pesquisas. A empresária Raline Pontes, de 28 anos, conta que ter sido mãe neste período da pandemia, foi desafiador, pois precisou se dividir em diversas funções, como mãe, esposa, cuidadora e dona de casa.

”Pra mim foi uma mistura de equilíbrio e paciência. Além de cuidar do meu filho, eu tive que cuidar do meu marido, pois ele contraiu o vírus da Covid-19.  Foram cinco dias bem dolorosos dentro do hospital, mas quando saímos de lá, o trabalho foi em dobro. Nesse período, eu tive que me virar sozinha em casa, fazer as compras, organizar a rotina do meu filho, cuidar da minha agência de trabalho. Eu quase nem dormia, foram quase três meses assim.”

Logo de início, a empresária conta que foi difícil, mas sentiu que a situação exigia dela equilíbrio emocional e físico, para aguentar todas os desafios desse período.

Outra personagem dessa história, é Adria Silva, de 25 anos. A jornalista, relata que seu filho Asaph Gabriel, de 3 anos, deveria ter começado a frequentar a creche, porém sem previsão de abertura dos estabelecimentos, a jovem decidiu adaptar uma nova forma de ensino ao filho.

”Levar ele à escola a primeira vez, era um momento em que sempre sonhei, mas com a atual realidade do nosso país, eu ficava triste e desesperada, em ver que meu filho estava perdendo um período em que poderia estar estudando. Mas eu como mãe me adaptei e reinventei essa situação, eu fiz da nossa casa, a escola dele. Comprei todo material necessário, fiz pesquisas sobre o que precisava ensinar à ele, eu ensinava do meu jeito, mas sei que eu nunca vou conseguir substituir uma escola, mas estou fazendo o que posso.”

A jovem afirma ter esperança de em breve, seu filho estar dentro de uma sala de aula e poder viver socialmente com outras pessoas, além dela.

Raline Pontes e Adria Silva representam milhares de mulheres mães, esposas, trabalhadoras e acima de tudo sonhadoras, que vivem este momento com a força e a sabedoria, que só uma mulher tem. Em homenagem aos dia das mães, o Radar Amazônico parabeniza a luta destas mulheres, que superaram a cada dia as dificuldades impostas pela pandemia. Um feliz dia das mães!