“É a vitória da democracia”, diz prefeito ao avaliar resultado das eleições dos EUA

Foto:  Alex Pazuello/ Arquivo Semcom

Avaliando o que é melhor para a Amazônia com a vitória do Democrata Joe Biden como o 46º presidente dos Estados Unidos, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto em artigo publicado na coluna do jornalista Ricardo Noblat no site da Veja nesse domingo(8), acredita que vão haver avanços na área ambiental. Arthur, que é diplomata de carreira, classificou  que a eleição de Biden é uma vitória da democracia e que isso irá se refletir no mundo, principalmente para a Amazônia.

“Então, considero que a vitória de Biden sobre [o republicano Donald] Trump é a vitória da democracia contra o autoritarismo, da inteligência contra o obscurantismo, da razão contra a loucura, do bom senso contra a demência, uma vitória que prenuncia, enfim, muitas mudanças em muitos países, pela própria influência que os Estados Unidos da América exercem sobre o mundo, inclusive no Brasil”, escreveu o prefeito no artigo divulgado nesse domingo (8).

No texto, Arthur Virgílio alertou sobre mudanças, principalmente na área ambiental, com a eleição do novo presidente americano. “Temos um compromisso com a luta contra o aquecimento global. Precisamos, então, da floresta em pé para cumprirmos o que foi decidido, em 2015, na conferência de Paris”, relacionou, referindo-se à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, ocorrida na França.

O prefeito de Manaus também lembrou que Joe Biden já sinalizou a intenção de mobilizar o mundo em favor da preservação da Amazônia, região que Arthur Virgílio considera a mais estratégica do Brasil e que “assim deveria ser entendida por todos os brasileiros”, voltou a criticar a política ambiental do governo federal, segundo ele, “supostamente dirigida” pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, “que deveria ter sido demitido há muito tempo” e condenou o agronegócio e garimpo na região: “essas atividades, definitivamente, não servem para nós”.

“Se a floresta é destruída porque preferem o agronegócio, como fizeram no sul do Pará, liquidando grande parte da floresta, para nós não tem o menor interesse, porque significa o esvaziamento e o empobrecimento dos nossos rios, por consequência a floresta vai deixar de gerar as nuvens que fazem os rios voadores banharem de chuva o Nordeste, o Sudeste, a Argentina e o Uruguai, por exemplo. Deixaríamos de oferecer, talvez, o maior contributo dentre todos que contribuem para o aquecimento global se dar nos parâmetros previstos pela conferência de 2015”, advertiu Arthur.

O chefe do Executivo da capital amazonense apontou soluções para a região amazônica que poderiam ser feitas de forma sustentável e que contribuíram para a economia brasileira. “Nós temos a certeza de que a grande prosperidade da Amazônia, do Amazonas, de Manaus e de grande parte ou de todo o Brasil, diria, está na exploração do banco genético mais rico do mundo presente na nossa região. É explorar e desenvolver uma indústria de biodiversidade, rentável e capaz de realmente distribuir riqueza, gerar empregos e nos transplantar para a economia 4.0, inclusive”, sugeriu.

Arthur Virgílio observou, ainda, que é preciso deixar clara a soberania nacional, diante do risco da Amazônia brasileira sofrer uma intervenção pela “investida que tantos querem há tanto tempo”. “Na realidade, só há uma forma de garantir a soberania brasileira sobre a Amazônia: é fazendo uma boa governança sobre a região e em consonância com os anseios de um povo, e de nações espalhadas pelo mundo inteiro, que tem interesse em não ver a terra se tornar, pelo aquecimento global, um local impossível de se conservar a vida humana”, concluiu.

(*) Informações da assessoria