E assim como o Radar previu, a “tempestade” chegou na Assembleia Legislativa

A abertura do Ano Legislativo com a leitura da Mensagem Governamental como acontece todos os anos, assim como o Radar previu, foi marcada por protestos em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), já que não foi liberada a entrada de manifestantes para as galerias da Casa Legislativa. Servidores públicos e motoristas de aplicativos cerraram fileiras para protestar contra atos do Governo do Estado ou contra a inexistência de medidas saneadoras dos problemas.

Os servidores públicos protestaram pelo que eles chamam de “pacote de maldades” do Governo que foi aprovado no final do ano passado na Assembleia Legislativa do Estado. Oficialmente chamada de reforma administrativa, o pacote de medidas do Executivo trouxe mudanças como o congelamento de salários por dois anos, o que cancelou por exemplo, os pagamentos das reposições salariais dos servidores públicos.

Outras medidas antipatizadas pelos funcionários públicos foi o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14% e a mudança no calendário de pagamento do funcionalismo que agora recebe o salário de cada mês apenas no mês seguinte.

O coro dos descontentes foi reforçado pelos terceirizados da saúde que estão com salários atrasados há meses e pelos motoristas de aplicativos que cobram medidas por parte do Governo que levem a redução do preço dos combustíveis, como por exemplo, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre os combustíveis.

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E em meio a manifestação dos descontentes com o Governo do Estado, o que não faltou foi polícia para conter os ânimos, a mesma polícia que não se vê nas ruas de grande parte da cidade. Um cordão de isolamento composto por policiais foi posto bem em frente a escadaria da Assembleia impedindo a entrada no prédio do Poder Legislativo e por trás dos policiais enfileirados ninguém menos que o secretário de segurança do Estado, Louismar Bonates que, por algum motivo, estava lá comandando os policiais numa manifestação de servidores públicos enquanto no Amazonas os homicídios batem recorde de mais de 100 pessoas mortas em mês.