E, desde quando, no Amazonas existe transferência de voto?!?!

A política local tem se transformado num pandemônio com a “caça” ao apoio político, principalmente para as candidaturas majoritárias. O primeiro a ser assediado de tudo que é jeito foi o detentor de uma parcela segura do eleitorado, que em toda eleição não importa o que se faça ou diga, vota nele e ponto final. Estamos falando do ex-prefeito Amazonino Mendes, que em plena cerimônia de posse do atual governador do Estado, José Melo, foi até chamado de “meu pai político”, de forma muita íntima, nada apropriada para uma solenidade e muito menos prudente pra quem sabe as voltas que a política dá. Pois o “papai” Amazonino Mendes optou por apoiar outro filho político, o senador Eduardo Braga. Também por causa de altos índices de popularidade – diz que as pesquisas é que indicam isso -, e visto como “bote salva-vidas” da pré-candidatura do governador à reeleição, já que ela insiste em ficar afundada, sem boiar para próximo das intenções de voto do ex-governador e senador Eduardo Braga, o senador Artur Neto passou a ser o político com o apoio a ser conquistado. Mas, aí, cá com meus botões, que já passaram pela experiência de tantas eleições, se houvesse transferência de voto de uma liderança política para seu candidato, Melo precisaria do apoio de Artur, já que tem ao lado o ex-governador Omar Aziz, que dizem os institutos de pesquisas seria detentor de mais de 60% das intenções de voto para o senado? E se a transferência de voto existisse, Vanessa com o apoio de Braga, teria perdido para Artur Neto? E Alfredo, em 1996, com o apoio da dupla Braga e Amazonino,  e contra um quase desconhecido Serafim Corrêa, teria ganhado apenas por uma diferença de 1,5%? E, numa das demonstrações mais gritantes que transferência de voto, é algo muito difícil de acontecer no Amazonas – vamos ser justo que só Amazonino conseguiu esse feito em 2002 quando apoiou Braga que vinha de duas  derrotas seguidas (1998 para governador e 2000 para prefeito) –  o candidato da dupla Artur Neto e Gilberto Mestrinho, um outro José, o Dutra, per deu a eleição e quase não passa nem para o segundo turno. E virou até piada: Dutra? Só dutra vez! (Any Margareth)