E girou a roda do destino e trouxe de volta Amazonino

O que aconteceu nesta eleição suplementar faz jus ao jingle de campanha que acabou se tornando uma “trilha sonora” da vida política de Amazonino Mendes. Toda vez que ele saia de algum cargo público, seja da Prefeitura de Manaus ou do Governo do Estado, lá vinha a música sendo tocada de novo: “Deixa eu girar a roda do destino, sei que vais voltar, vais voltar Amazonino”. E não é que ele voltou para o governo do Estado pela quarta vez. Amazonino foi eleito governador do Estado para o mandato tampão de 15 meses.

Com todas as urnas apuradas, o Negão, como Amazonino é chamado pelos eleitores, obteve neste segundo turno 59,22% dos votos contra 40,78% do seu concorrente, o senador Eduardo Braga (PMDB).

Mas, poderia se considerar que o “primeiro lugar” de fato nesta eleições foi o chamado contra voto ou voto do contra. De acordo com informações do TRE, 25,82% do eleitorado não foi às urnas representando 603.763 mil votos. Neste segundo turno, os votos brancos e nulos representaram 412.708 mil votos o que corresponde a 23,79% de um universo de 2.338.886 milhões de eleitores. Ou seja, abstenções, brancos e nulos atingiram um numero superior a 1 milhão de votos.

Segundo o governador eleito, esses números de brancos, nulos e abstenções torna visível que “existe um desencanto nacional com o processo político”. Amazonino manteve sua única e usual promessa de campanha: “vai arrumar a casa”. (Da equipe do Radar)

Foto: Clóvis Miranda