“É gravíssima a crise financeira”, disse Wilson Lima repetindo discurso de governos anteriores (ver vídeo)

Na leitura da primeira mensagem anual do governador na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) parecia estar se vendo um replay de um filme antigo. Nesta terça-feira (5), o governador Wilson Lima (PSC) voltou a repetir aquilo que o ex-governador José Melo, cassado por compra de voto, em 2017, já dizia: ‘É gravíssima a crise financeira que abate o nosso Estado’. (Veja vídeo no final da matéria)

“Recebemos o Governo do Estado totalmente desestruturado administrativa e financeiramente. Minha equipe e eu tínhamos noção dos problemas, mas só quando chegamos as Secretarias e Autarquias, percebemos a atual realidade. Temos um rombo de R$ 3 bilhões. Tudo isso é a falta de compromisso com a coisa pública”, disse Lima na abertura do discurso.

Como saída para ultrapassar essa crise financeira, o governador anunciou que pretende revisar a situação tributária do Estado, regularizar os contratos refazendo as licitações, bem como vai fazer uma profunda reforma administrativa para conter gastos com o pessoal.

Ele prometeu que nos próximos dias serão abertos mais 300 leitos no Hospital Universitário Getúlio Vargas, localizado na Praça 14, zona Sul, na tentativa de aumentar o atendimento médico na área de urologia e ortopedia. Assim como também afirmou que no final deste semestre vai ter reduzido as filas de exames, consultas e cirurgias médicas em cerca de 60%.

O chefe do Executivo também disse que pretende lançar um plano emergencial de reformas de 170 unidades da rede estadual de Ensino, assim como prometeu reestruturar o sistema de Segurança Pública do Estado com a  criação de um Núcleo Jurídico de apoio ao policial em atividade, além de adquirir armamentos e melhorar as condições de trabalho dos policiais.

Wilson prometeu, ainda, uma luta incansável pela manutenção da Zona Franca de Manaus – “Não vamos abrir mão da ZFM”, disse – mas não explicou como se dará essa luta em favor da ZFM.

E, com um discurso similar ao usado em campanha eleitoral, o governador disse que vai acabar de vez com a velha política e que vai criar uma administração “moderna e ágil”.