E no Reino do Faz de Conta, cai por terra a estória contada pelo “rei” Artur de que foi seu inimigo imaginário que tocou fogo em carros da Prefeitura

Artur - Perseguido

No dia 1º de novembro desse ano, quando uma turma de adolescentes tocou fogo em carros da Secretaria Municipal de Saúde que estavam no estacionamento do Distrito de Saúde Oeste, o “rei” Artur foi logo pra frente das câmeras – só faltou estar com mais uma de suas roupinhas programadas pra entrevistas, desta vez, de bombeiro –  e apresentou mais uma de suas teorias da conspiração  onde sempre o culpado é o general da “turma do mal” (Braga), a serviço da rainha má da estrela vermelha (Dilma) que, nos contos de faz de conta do rei Artur, dormem e acordam procurando um jeito de perseguir a “o triunvirato do bem”, formado por ele, o mestre dos magos e o árabe Ali Omar , seres tão bonzinhos e honestos que deixam faltar merenda escolar para as crianças e remédio nos hospitais. Esse mesmo faz de conta de jogar a culpa nos outros, o rei usou para explicar a falta do sistema de segurança na estrutura do Proama que desabou e até a onda de violência cada vez maior no Estado que, segundo ele, é “fabricada” por seus adversários.

E no discurso do faz de conta do rei Artur, onde não se precisa provar nada, e tudo de errado que acontece no “reino” não é fruto da incompetência, mas culpa do inimigo imaginário, o rei fez entender na imprensa local que o ato de terrorismo contra carros da prefeitura tinha sido feito a mando do “general malvado” para boicotar sua administração. E, enquanto o rei Artur jogou suspeição sobre seu principal adversário político, mandou seus escribas de aluguel, sites pagos a peso de ouro com dinheiro público – e não é pouco dinheiro não, viu gente? –  fazerem o “servicinho sujo” diretamente e escreverem com todas as letras que aquilo era mais uma das maldades de Braga.

A verdade

Mas, como a verdade mesmo que tardia, sempre aparece, a polícia conseguiu identificar dez pessoas, nove adolescentes entre 14 e 17 anos, e um rapaz de 18 anos, Valério Neves Barbosa Pinto, que atearam fogo nos carros da Prefeitura e disseram que fizeram isso “apenas por diversão”. E lá veio o reizinho, fazendo barulho com sua engrenagem de lata, pra frente das câmeras, sem nem mais tocar no assunto da conspiração contra o seu Governo, nem pedir desculpas (gente do bem faz isso) por ter jogado suspeição sobre outras pessoas, apenas fazendo aquela lambança de que manda prender e arrebentar – desta vez também não estava com sua roupinha de jiujiteiro – e dizendo que “os culpados tinham que ser punidos exemplarmente”. E os seus escribas de aluguel pagos com o nosso dinheiro também não voltaram atrás nas acusações, não desfizeram as maledicências, se resumindo agora em definir a destruição dos carros da Prefeitura como coisa de “adolescentes Emos e Góticos” – como de costume colocando rótulos nos outros como se as pessoas fossem produtos pra vender matéria.

Cadê a Coragem?   

Mas esses rompantes de “coragem” do rei Artur não surtem o menor efeito quando se trata de empresas como a Manaus Ambiental que, ele disse ao assumir a Prefeitura que, ou ia respeitar os amazonenses, ou “ia pegar os panos de bunda e ia embora de Manaus”. Nem respeitou o amazonense, já que a Manaus Ambiental faz o que bem entende com o consumidor – e ainda obriga a pagar uma taxa de esgoto de 100% sobre a conta de água, onde nem existe esgoto – e nem pegou os “panos de bunda e foi embora de Manaus” como ordenou o “destemido” rei Artur. Pelo contrário, a Manaus Ambiental ainda ganhou de presente do “bonzinho” reizinho, que deveria praticar a bondade defendo os interesses do povo que o elegeu, um novo contrato por mais 30 anos, assinado pelo rei Artur, pra continuar nos explorando – e o bom rei nem retirou do contrato a cobrança de taxa de esgoto onde não existe – e permanecer prestando o mesmo péssimo serviço de sempre com preços abusivos.

E, a exemplo da Manaus Ambiental, os empresários do transporte coletivo também não deram um tico de confiança – devem ter é dado risada – quando o reizinho fez o maior barulho com sua armadura de lata, ameaçando de intervenção no sistema de transporte coletivo e bradando que, ou os “empresários de ônibus iam respeitar os usuários, ou iam embora de Manaus”. E, mais uma vez, não aconteceu uma coisa e nem outra. Eles humilham os usuários com um péssimo transporte coletivo, jogam na nossa cara e do “destemido” rei Artur que só têm prejuízo em Manaus, mas também não vão embora de jeito nenhum, e ainda recebem como prêmio R$ 2 milhões de reais por mês, do nosso dinheiro, repassado pelos “bonzinhos e humildes” prefeito Artur e governador Melo, sob a justificativa de manterem a tarifa de ônibus no preço que está, sem nem sequer precisar melhorar o serviço porco que prestam.  Mas, como o tempo é o senhor de todas as verdades, vamos ver quanto tempo o povo vai se satisfazer com as estórias do Reino do Faz de Conta! (Any Margareth)