É só o Mestre dos Magos “poof” sumir pra mágica “plim” surgir!

Melo Some 3Há meses que o governador professor José Melo, “batizado” popularmente de Mestre dos Magos, anda sumido. E, fazendo jus ao apelido, a cada vez que ele some uma “mágica” acontece. Desta vez, foi o seu Recurso Ordinário, com o qual ele tenta reverter sua cassação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) que, num passe de mágica, não aparece na pauta de votação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – tem até julgamento de Rolandia (PR) e Xambioá (TO), mas do Amazonas nem pensar.

Dizem os estudiosos sobre magia que o Mestre dos Magos e sua turma da Caverna do Dragão conseguem fazer os mais variados tipos de “feitiços”. Isso vem desde a assombrosa multiplicação dos votos que o reelegeram governador do Amazonas, passando pela magia de fazer juízes eleitorais, nos dias de votação no TRE, viajarem ou ficarem doentes. Ou, como por encanto, seus julgadores mudam de opinião e de voto. E, na maior de todas as feitiçarias já vista, o Mestre dos Magos se mantém no cargo de chefe do Reino mesmo com a unanimidade de uma Corte de Justiça decretando seu “sumiço” dessa estória.

Mas, nessa terra da magia, sumiço é uma coisa constante. A turma da Caverna do Dragão consegue fazer desaparecer mais de R$ 120 milhões da saúde, junto com médicos, enfermeiros, remédios, exames…Mas juram que o povo está tendo ilusão de ótica porque as unidades de saúde têm toda a estrutura – onde é que foi parar tudo isso, num universo paralelo é minha gente?

Mas, quem não some, nem que se use o pó de pirlimpimpim da Emília do Sítio do Picapau Amarelo – aquele que conseguia teletransportar personagem pro fundo do mar e até pra lua – é o irmão do governador, Evandro Melo, secretário de Administração do Estado. Ele que manda e desmanda no Reino mesmo que a Lei diga que isso é nepotismo, uma “bruxaria” que implica em “chibatada” nas costas dos prefeitos dos municípios do interior pelo Ministério Público do Estado, mas no caso do governador e de seu irmão secretário, parece ser visto como mero ilusionismo pelo MPE, onde o que se vê não é bem o que é – nepotismo fere a Constituição Federal, é caracterizado como improbidade administrativa e é amplamente repudiado na esfera mundial, já que está intrinsecamente ligado a corrupção.

E como se fosse o “Vingador” de Caverna do Dragão, Evandro Melo faz dos seus feitiços também e, como secretário de administração, consegue fazer que se retire R$ 332 milhões da combalida saúde pública do Estado e faça surgir um aumento de R$ 200 milhões nos cofres de sua secretaria – essa mágica nem Mister M decifra! (Any Margareth)