‘É um festival de mentiras’, rebate Arthur Virgílio às declarações dadas por Mayra Pinheiro na CPI da Pandemia

O então prefeito Artur Neto visitando Unidade Básica de Saúde (UBS) em Manaus

O ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, quando soube das declarações dadas à CPI da Covid-19, do Senado Federal, nesta terça-feira (25), pela secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, também conhecida nacionalmente como “Capitã Cloroquina”, disse que mesmo não sendo mais o prefeito de Manaus, em janeiro deste ano, quando da visita da secretária, se acha na obrigação de rebater as “mentiras” ditas por ela.

“É um ato grave e com séria punição. Ela [Mayra Pinheiro] está claramente mentindo na CPI da Pandemia”, afirmou o ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Segundo depoimento de Mayra, durante a segunda onda, em janeiro deste ano, ela encontrou a “rede de saúde de Manaus desestruturada, com unidades fechadas, sem médicos e medicamentos”.

“É um festival de mentiras. Não acredito que o atual prefeito de Manaus, David Almeida tenha, em uma semana que assumiu a prefeitura de Manaus, deixado as Unidade Básicas de Saúde desassistidas. Não tenho qualquer motivo para defender o atual prefeito de Manaus, mas sou um homem que pautei minha vida pela justiça e pela verdade. Minha gestão entregou a saúde de Manaus com 67,28% de cobertura em Atenção Básica, o melhor dos últimos 13 anos, conforme dados do próprio Ministério da Saúde. Além disso, criamos toda uma estrutura para atendimento preferencial aos casos suspeitos de Covid-19, com testagem, inclusive, em comunidades indígenas e áreas ribeirinhas. Todos os serviços não só foram mantidos, como ampliados pela atual gestão da Prefeitura de Manaus”, detalhou Arthur.

Em março de 2020, antes mesmo da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus em Manaus, o então prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) determinou a criação de um Plano Municipal de Enfrentamento à Covid-19 e a ativação da Sala de Situação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para monitoramento e controle da doença. Inicialmente, todas as dez Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que atendiam em horário ampliado foram designadas para triagem e atendimento de casos suspeitos de Covid-19. Em setembro do ano passado o número de unidades preferenciais para Covid-19 e Síndromes Respiratórias foi ampliado para 18, sendo novamente ampliado para 22 unidades em janeiro deste ano, já na gestão de David Almeida (Avante).

De acordo com balanço da Semsa, durante o ano passado foram realizados mais de um milhão de atendimentos nas UBS da Prefeitura de Manaus, dos quais quase 240 mil nas chamadas Unidades Preferenciais aos casos de Covid-19. Além disso, a atuação das quatro Unidades Móveis de Saúde e duas UBSs Fluviais – inauguradas na gestão Arthur Neto – foram de fundamental importância para o atendimento às populações ribeirinhas e indígenas, levando testagem rápida e outros exames para comunidades mais isoladas. Ao todo, em 2020, foram realizados mais de 200 mil testes para Covid-19 pelo município.

Destaca-se, ainda, o serviço de atendimento on-line via chat e telemonitoramento, que realizou o acompanhamento de mais de 15 mil pacientes em tratamento ou recuperados da Covid-19. O telemonitoramento foi criado em abril de 2020 e é uma das ferramentas utilizadas dentro das estratégias de enfrentamento à pandemia, pelo qual profissionais da Semsa prestam orientações e acompanham regularmente a condição de saúde das vítimas do novo coronavírus. Já o “Chat Saúde On-line” é um bate-papo virtual criado para tirar as dúvidas da população sobre a Covid-19.

“A Prefeitura fez, e tem feito, sua parte. O problema nunca foi a Atenção Básica. O caos em Manaus se deu pelo colapso na rede estadual de saúde, pelo desgoverno do senhor Wilson Lima que, além da compra de ventiladores superfaturados, também precisa explicar a desumana falta de oxigênio nos hospitais do Estado”, denunciou Virgílio.

(*) com informações da assessoria