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Eduardo Braga defende as ações controle no debate sobre a privatização da Eletrobrás

Durante a audiência pública realizada com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, em sessão conjunta das comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Serviços de Infraestrutura (CI) sobre o modelo de privatização da empresa Eletrobrás em elaboração pelo governo, o presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), defendeu, nesta terça-feira (26), a manutenção pela União de ações “golden shares”, que dão poder de veto ao governo em decisões estratégicas no processo de privatização da empresa.

“Achamos muito importante a permanência das ações “Golden shares” para garantir ao governo o poder de veto em algumas decisões importantes.  É fundamental que a modelagem seja amplamente debatida e todas as dúvidas esclarecidas”, defendeu Eduardo Braga.

Segundo o ministro Fernando Coelho Filho, a desestatização da Eletrobrás pode se dar tanto por aumento de capital para diluição da participação da União quanto pela alienação de parte dessa participação para agentes privados. Hoje a União tem 51% das ações ordinárias (com direito a voto) e 40,99% do capital total da Eletrobrás.

“Nós defendemos a importância de se ter uma “golden share” no caso da Eletrobrás e também da oportunidade dos servidores da Eletrobrás terem acesso preferencial a essas ações como acontece em outras companhias como a Ambev, onde os funcionários participam do lucro e do crescimento da empresa”, garantiu o ministro Fernando Bezerra ao senador.

Nos últimos seis anos, o patrimônio líquido da Eletrobrás caiu 43% – de R$ 77,2 bilhões para R$ 44 bilhões, segundo o ministro Coelho. Mesmo investindo R$ 36 bilhões entre 2011 e 2016, a empresa não teve esse valor reconhecido no preço de suas ações, explicou.

Maior holding do setor elétrico da América Latina, a Eletrobrás tem 70,2 mil quilômetros de linhas de transmissão, que representam 47% do total no sistema elétrico nacional.

Foto: Vagner Carvalho