Anúncio Advertisement

Eletrobras diz ao Radar que não vai fechar unidade de Saúde de Balbina

Bruno Kelly/Amazônia Real

A Eletrobras Amazonas Geração e Transmissão de Energia (G&T) informou ao Radar que ao contrário do que foi anunciado, na semana passada, durante audiência pública na Câmara Municipal de Presidente Figueiredo (a 127 quilômetros de Manaus), não vai fechar as portas da unidade ambulatorial – chamada de hospital pela comunidade e pelas autoridades públicas – na Vila de Balbina.

De acordo com a empresa, a prestação dos serviços na unidade de Saúde prevista para encerrar nesta sexta-feira (29), será mantida “até que sejam concluídas todas as tratativas necessárias para manutenção da estrutura e continuidade dos serviços pela Prefeitura na unidade ambulatorial”.

Segundo a população, o fechamento do hospital pegou todos de surpresa e um cartaz na frente da unidade “anunciando” o encerramento das atividades reforçou a “novidade” para cerca de 8,5 mil moradores da Vila de Balbina e redondezas.

Para os moradores, o anúncio da Eletrobras de que não vai fechar a unidade de Saúde na Vila é apenas uma “manobra da empresa”.

“Nós acreditamos que o anúncio seja apenas uma manobra da empresa para colocar panos quentes no movimento, até porque a decisão sobre o fechamento do hospital já foi tomada. Outro detalhe é que não temos nenhum documento legal que comprove esse posicionamento”, disse o professor Leonidas Nascimento, um dos responsáveis pelo ato “Balbina pede Socorro” que reunirá moradores e lideranças comunitárias nesta sexta-feira (29).

Além do possível fechamento da unidade de Saúde, os moradores vão reivindicar, ainda, a reforma da escola municipal que atende cerca de 600 crianças do Ensino Fundamental, questionar o abandono do museu de Balbina – planejado pelo renomado arquiteto Severiano Mário Porto – o fechamento de serviços como o dos correios e um possível despejo das famílias da área.

A Vila de Balbina foi construída pela Eletrobras Energia como contrapartida para a degradação ambiental gerada pela barragem para a construção da usina hidrelétrica de Balbina. A vila é administrada pela empresa e, inicialmente, deveria abrigar apenas funcionários da usina, mas operários e ribeirinhos decidiram ficar na região.