Em apenas 15 minutos de tramitação, Aleam aprova o nome de Josué Neto para ocupar a vaga do pai no TCE

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Em mais uma votação relâmpago, a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 65/2020, que indica o nome do deputado Josué Neto (Patriota) para ocupar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) no lugar do pai dele, Josué Claudio de Souza Filho, que teve o anúncio de sua aposentadoria compulsória feita pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) , Mário de Mello, nesta quarta-feira (16). Coincidência ou não, o relator da indicação de Josué Neto, que deu parecer favorável a ida do parlamentar para o TCE, foi o deputado Robeto Cidade (PV), aquele que foi eleito presidente da Casa com o apoio de Josué Neto, após aprovação da “PEC Miojo”, antecipando as eleições na Casa Legislativa.

A aprovação do nome de Josué Neto se deu apenas horas depois do anúncio da posentadoria de seu pai, Josué Filho. Com a aprovação, Neto deve assumir a vaga na Corte de Contas a partir de 6 de abril.

No início da tarde desta quarta-feira, Josué leu o requerimento 5247/2020 assinado por 13 deputados apresentando uma lista tríplice para a vaga, com seu próprio nome e os de dois funcionários da Casa, o do diretor de Apoio à Mesa Diretora, Jorge Luiz Jordão e do procurador da Casa Vander Góes. Os outros dois nomes dessa lista nem chegaram a se manifestar sobre o assunto.

Mais uma vez no estilo vapt-vupt, a Mesa Diretora – ler deputado Josué Neto – criou uma Comissão Especial com os deputados Roberto Cidade, Therezinha Ruiz, Fausto Jr, Wilker Barreto e Dermilson Chagas, para analisar a lista tríplice e emitir parecer. Isso e muito mais aconteceu em apenas 15 minutos. Exatamente nesse tempo Josué já tinha o resultado em mãos e ainda disse que os candidatos a vaga já tinham até sido sabatinados. Mesmo com a rapidez, Josué Neto garantiu que todas as orientações da Procuradoria foram seguidas.

Mesmo depois das brigas e xingamentos entre os parlamentares, a indicação de Josué foi aprovada por unanimidade.

A Constituição do Estado diz que o indicado para exercer o cargo de conselheiro deve ter entre 35 e 65 anos, idoneidade moral e reputação ilibada, notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos, financeiros e de administração pública; e mais de dez anos de exercício da função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados.