Em Brasília, Rotta discute soluções para a exploração de Calcário do Município de Apuí, no Amazonas

rotta 25Acompanhado dos vereadores de Apuí, Cleves Pires (PC do B) e Carlos Passos (PMDB), o deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) se reuniu em Brasília nesta quinta-feira (8) com integrantes do Instituto Chico Mendes e do Ministério do Meio Ambiente, para  discutir a exploração das reservas de calcário, na comunidade Sucundurí, localizada no município amazonense.

Segundo especialistas, a exploração regulamentada do calcário poderá beneficiar mais de 5 mil famílias do assentamento Juma e agricultores familiares dos municípios e distritos localizados ás margens da BR – 230 (Transamazônica).

“Sem dúvida o calcário é uma importante fonte de geração de renda para Apuí, mas é necessário um planejamento específico. A extração e beneficiamento do calcário na Vila Sucundurí, se feita de forma responsável, pode beneficiar diretamente a população de Apuí, Manicoré e Novo Aripuanã, além dos demais municípios e distritos localizados ás margens da BR 230”, afirmou Rotta.

Rotta aponta questões ambientais como os principais entraves para a exploração do calcário em Apuí.

“ O local onde está a jazida foi transformado em área de preservação ambiental, portanto, não é possível passar por essa área para fazer a exploração do calcário. Uma das metas é contornar a reserva e passar por dentro da floresta. Eu vou tentar intermediar isso, junto aos órgãos ambientais como o IBAMA e o IPAAM, para ver se achamos alternativas para a exploração do calcário, que é uma riqueza que está na floresta e pode gerar emprego e renda em Apuí, fomentar a economia do município. Devemos aproveitar a vocação natural das cidades” afirmou o deputado.

O vereador Cleves Pires (PC do B), de Apuí, diz que o próximo passo é formular um documento e tentar a licença ambiental para a construção da estrada que leve até o local de exploração do calcário, contornando a reserva ambiental.

“Nós fomos á Brasília para chamar a atenção dos representantes do Ministério do Meio Ambiente, com o apoio do deputado Marcos Rotta. Agora pretendemos formular um documento pedindo para que os órgãos ambientais possam nos dar autorização para a construção de uma estrada que contorne a reserva do Juruena, porque só assim é possível fazer a exploração do calcário na região. Isso pode gerar, sem dúvida, até cinco vezes mais emprego e renda do que é gerado hoje, no município de Apuí”, afirmou o vereador Cleves Pires.

O vereador disse ainda que outra grande dificuldade é o alto valor com que esse produto chega ao Amazonas, vindo de outras regiões.

“Grande parte do calcário consumido hoje na região Sul do Amazonas é comprado de outras regiões do país,  chegando ao produtor a um preço quase 500% mais caro que o praticado no mercado. Enquanto um produtor das regiões sul e sudeste paga entre R$ 40 e R$ 60 a tonelada do calcário, em Apuí e Novo Aripuanã, os produtores da agricultura familiar pagam, em média, R$ 400 a tonelada. Precisamos criar alternativas para que a exploração do calcário possa ser feita de maneira que não haja a degradação da natureza e, é claro, gerando emprego e renda para quem vive na região”, completou o vereador.

O deputado Marcos Rotta apóia a iniciativa dos vereadores e vai ajudar a intermediar as negociações com os órgãos ambientais.

“Foi muito boa a iniciativa dos vereadores, que foram á Brasília com muita dificuldade para essa audiência no Instituto Chico Mendes, inclusive com representantes do Ministério do Meio Ambiente. Agora, devemos colaborar para que, ao menos, tenhamos uma grande discussão sobre o assunto. É preciso aprofundar essa questão, levar os representantes dos órgãos ambientais até o local, enfim, temos que encontrar alternativas e nós vamos tentar colaborar para que Apuí tenha uma grande fonte de geração de emprego e renda, por meio do calcário”, finalizou Rotta.