Em carta aberta, Asprom aponta irregularidades na retomada das aulas e reafirma que manterá greve

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Os descumprimentos das medidas de segurança contra a disseminação do novo coronavírus durante o processo de retomada das atividades escolares na rede estadual de ensino voltaram a ser denunciadas pelo Sindicato dos Pedagogos e Professores de Manaus (Asprom) em carta aberta da instituição. (Disponível no fim da matéria)

No documento, publicado nessa terça-feira (11), os membros expressam preocupação, pois eles têm recebido uma série de denúncias de irregularidades como a reabertura de espaços fechados.

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Em foto veiculada em aplicativos de mensagens, alunos do Colégio Amazonense Dom Pedro II são flagrados na biblioteca da unidade de ensino sentados em mesas de uso coletivo, descumprindo a regra de distanciamento social.

A Asprom, que instaurou greve no início desta semana, ressalta que essa situação é de grande risco e não obedece aos protocolos dos órgãos de saúde e vigilância sanitária. O Sindicato afirma que sempre se posicionou contrário ao retorno das aulas presenciais e apresentou diversas justificativas embasadas cientificamente para manter as atividades suspensas, mas foi ignorado pela Seduc.

Luiz Fabian, atual secretário da Educação chegou a afirmar que os educadores não tinham propriedade para decidir quando o retorno das aulas presenciais deveria ser realizado.

A carta também aponta que os efeitos ‘desastrosos’ das aulas já são perceptíveis com a incidência de casos de professores infectados por Covid-19.

“Claramente o retorno às aulas presenciais não ocorreu de forma a garantir segurança para a vida dos membros da comunidade escolar”, aponta o documento.

Diante das evidências de irregularidades e casos de contaminação nas instituições, a Asprom afirma que “se manterá firme nessa luta pela defesa da vida não apenas dos membros da comunidade escolar, mas de toda a sociedade que tem esse direito ameaçado pelo retorno precipitado às aulas presenciais”.

Leia a carta aberta na íntegra.