Em coletiva do vice-governador, jornalistas são proibidos de perguntar e ainda são agredidos por assessora (ver vídeo)

Créditos: Rosana Ribeiro

O vice-governador Carlos Almeida convocou a imprensa para uma coletiva, nesta quarta-feira, às 12h, no edifício Cristal Tower, no Adrianópolis, zona Centro-Sul onde, segundo ele, iria falar sobre a segunda fase da Operação Sangria. O vice-governador foi um dos alvos da operação com a realização de busca e apreensão em sua residência e em seu gabinete. Mas, qual não foi a surpresa dos jornalistas quando foram informados de que apenas ficariam ouvindo, já que não seria permitido fazer perguntas ao vice-governador

Mas, como era de se esperar, os repórteres não se deram por vencidos e tentaram a todo custo questionar o vice-governador sobre as investigações da Polícia Federal que apontam sua participação na compra superfaturada de ventiladores pulmonares em uma loja de vinhos.

Os seguranças que acompanhavam o vice-governador empurraram os repórteres e uma das assessoras de Carlos Almeida, parecendo estar totalmente fora de si, agrediu duas jornalistas, deixando marcas de unha no braço de uma delas . Na entrada do elevador a assessora bateu na câmera fotográfica de outros jornalistas.

Segundo a assessoria de Carlos Almeida, as perguntas só poderiam ser feitas por e-mail, pratica rotineira no atual governo estadual onde os secretários se negam a receber jornalistas e só falam através de e-mails enviados, muitas vezes, dias depois do contato feito pela reportagem.

Durante seu pronunciamento de dez minutos, as declarações do vice-governador foram todas lidas e apenas reforçam o que ele que já havia declarado anteriormente. Ele insiste em dizer, que a matéria veiculada nacionalmente onde ele aparece fazendo reuniões privadas em um edifício de advocacia, estaria editada na tentativa de incriminá-lo. Carlos Almeida destacou como prova de que o vídeo foi editado o fato de que ele aparece com camisas diferentes evidenciando que os vídeos teriam sido gravados em dias diferentes.

“Em momento algum determinei a qualquer pessoa a compra de produtos relacionados a saúde, em nenhum momento determinei a compra de respiradores da empresa Sonoar”, disse Carlos Almeida.

O vice-governador por fim explicou que decidiu fazer reuniões no escritório de advocacia por se tratar de um lugar mais reservado, onde poderia evitar o acúmulo de pessoas e com isso evitaria o risco de contaminação por Covid-19.